O Altcore agora é Intermídias!

O Altcore agora é Intermídias!
O Altcore deu lugar a um novo blog, confira. O Intermídias é um espaço para se perceber, analisar e discutir as mudanças que as inovações tecnológicas, e os próprios os meios digitais, trazem à comunicação – em especial à prática publicitária.

AC/DC faz um clipe em... Excel?

A apropriação das novas tecnologias pela publicidade não é novidade...
... e, às vezes, as essas tecnologias podem nem ser tão novas assim.

Utilizar-se de um novo meio, ou uma nova ferramenta, para fazer um viral é muito comum, mas a banda AC/DC foi um pouco além disso ao anunciar sua volta ao mundo da música. A peça lançada pela banda foi, de fato, inédita: eles colocaram on-line "the world's first music video in an excel spreadsheet" (traduzindo: o primeiro clipe do mundo em um arquivo de excel). É claro que um clipe feito no Excel não vai concorrer ao oscar de melhores efeitos especiais, mas isso não importa porque sua "graça" não é essa. O grande diferencial dele foi utilizar uma ferramenta "velha" e não tão comum assim (como os processadores de texto, por exemplo) para um fim tão distante de seu uso habitual.

"E o target da banda são apenas secretárias e os adminstradores que lidam diariamente com o Excel?"
Claro que não. Uma ação viral, inédita como esta, atinge qualquer um que tenha o mínimo de curiosidade e se deixe chamar atenção - e acreditem que muitas e muitas pessoas ao redor de todo o mundo se encaixam nessa "descrição".

Faça o download do clipe e assista-o em seu próprio Excel!

Referências: AC/DC faz o primeiro clipe do mundo em Excel. e AC/DC "Rock N Roll Train" (página oficial).

Get a Mac ataca de webmarketing!

Mais Get a Mac e mais webmarketing...

Depois de alguns (muitos) comerciais sobre o iPhone, a mais nova peça publicitária da divisão on-line da campanha Get a Mac foi lançada. Seguindo a linha da campanha, a peça é veiculada em um grupo de sites bastante seleto (como na página do New York Times) atravéz de um conjunto de dois banners em flash (que interajem entre si).

Para conferir a peça basta acessar a página do New York Times ou apertar o play do vídeo abaixo.

Desta vez pegaram mais leve (com a Microsoft) ou estou enganado?

Referências: Apple lança novo comercial online da campanha Get a Mac.
Lei
turas adicionais: Get a Mac: PC Newswire!.

Eu conto? Que conto?

Uma estória.
A idéia desta seção é contar uma estória. Que estória? Boa pergunta, eu também não sei.

Uma das grandes vantagens de ter um blog é a possibilidade de publicar, efetivamente, tudo o que você quiser. Bem, eu tenho um grande interesse por publicidade, propaganda, tecnologia, software livre e tudo mais, porém meu mundo não gira apenas em torno disso. A literatura é uma das minhas grandes paixões – na verdade escrever é uma das minhas grandes paixões. Assim sendo, nada mais natural que reservar um pequeno espaço entre as novidades e reflexões sobre o mundo pós-moderno e os avanços tecnológicos aplicados à comunicação para simplesmente contar um estória.

A proposta é simples: o conto (ou série deles, ainda não sei) construído nesta seção será parcelado, fruto não só de meu esforço mas também da colaboração dos leitores. Devido ao meu (não muito bom) histórico com escritos longos, a dinâmica desta seção será a seguinte: eu postarei, aleatoriamente, partes de um conto; depende dos leitores o rumo que o enredo tomará, pois ela não será apenas postada de modo parcelado, ela será escrita assim. Então os leitores podem sugerir e até escrever partes da história – que, por sinal, não precisam ter correlação com as anteriormente postadas, basta relacionar-se no enredo de alguma forma – e eu tentarei encaixar essas construções em um enredo consistente (ou quase isso). Adianto que, se isso realmente acontecer e a “obra” vir a ser publicada (uma enorme pretensão, na verdade) os créditos serão atribuídos aos colaboradores, que constarão enquanto tais.
Resumindo bastante: é um conto livre.

Como nada sabemos sobre a história ainda, não podemos escolher um título; portanto o título provisório do conto será sua única (e espero que última) imposição: Incógnito, O Conto.

A idéia não é original, é pautada na idéia de colaboração, em voga principalmente pelo novo paradigma da web que presenciamos hoje. Apenas ouvir já não é o bastante, então esta iniciativa não é nada mais que uma maior abertura da possibilidade de fala.
Portanto falem, se quiserem.

Se existe alguma distribuição Linux ruim?! Claro...

...mas muito poucas!

É inegável que existem distribuições Linux ruins - por mais que eu seja usuário (e até defensor, talvez) do sistema.

É muito difícil formular uma resposta para alguém que esteja começando a usar o sistema e venha lhe perguntar "Qual a melhor distribuição Linux?" - o que acontece com freqüência. Embora hoje minha resposta seja "O Ubuntu", foi bem difícil chegar a ela. Desde que comecei a usar o Linux, tenho passeado por diversas distribuições a fim de achar a mais adequada para o usuário final e percebi que existem diversos tipos de distribuição, desde aquelas muito poderosas, com várias possibilidades e opções de configuração (porém, nada user-friendly, ou, pelo menos, final-user-friendly), até aquelas que são, realmente, podres.
Ainda bem que, com estas últimas, eu tenho poucas experiências porque elas foram realmente muito ruins. E eu não sou o único, vejam o depoimento do Luiz Eduardo:

Fazem poucos meses desde que eu comprei um Amazon AMZ601 e ele veio com o OneOS instalado - para a minha infelicidade, como vim saber mais tarde. A princípio era reconfortante para mim saber que o sistema embarcado seria o linux, pois eu pretendia instalar um distribuição mesmo; logo pensei "Bem, eu não vou ter problemas com a compatibilidade do hardware". Mas os fatos eram não tão óbvios assim, na verdade eram até irônicos: eu pensei errado.

O OneOS, sistema que promete ser uma versão simplificada do Kubuntu, simplesmente não era compatível com o notebook - aliás, ele é um sistema que tem vários fans espalhados por todo o Brasil. Além de problemas com a estabilidade da rede sem fio (problema que só foi resolvido agora, com o Intrepid Ibex), e com o reconhecimento da câmera imbutida (que, até hoje, só possui drivers experimentais), o OneOS é lento e trava com frequência (graças ao KDE, muito provavelmente). Depois de muitas páginas no Google terminei ligando para a Amazon e a resposta obtida foi: "Este notebook não é apropriado para linux" - algo que consta no manual, mas eu achei tão absurdo que me recusei a acreditar. Pera aí! Um notebook que vem com Linux não é apropriado para Linux? É... Mas eu não vou entrar em detalhes quanto a isso, para terminar a pequena história eu fiz o que deveria ter feito desde o começo: formatei o disco e instalei o Ubuntu. Pouco tempo depois eu já tinha meu notebook pronto para uso (pleno) de novo.

É fato que, para os usuários leigos (ou seja, a maior parte dos usuários) não há diferenciação entre distribuições: tudo é Linux. E, se sistemas operacionais ridículos como estes são aqueles que vem nas máquinas melhor custo-benefício é perfeitamente compreensível o hábito do consumidor apagá-los e evitá-los a qualquer custo.

Referências: TechEd 2008 - Linux marcando presença e Sacanagem: “Notebook promete, mas não cumpre!”.

HBO: marketing à la carte

A beleza da publicidade está na apropriação.

Todos sabemos que, independente do tipo de produto que se tenha, se atingir o mercado é o problema vá para a internet. A web, seja em suas funções massivas ou pós-massivas, é hoje a principal ferramenta quando se trata de expandir o raio de alcance de uma mensagem. E neste contexto, o boom das redes sociais é algo muito significativo para ser ignorado.

Ultimamente a HBO tem tido essa pretensão, na verdade uma pretensão muito bem definida: o target jovem. E qual a melhor forma de atingir este target senão dialogando com a "mídia" que mais retém sua atenção?
Para isso, perceberam que não bastava só colocar sua grade de programação e algumas informações online, mas que era preciso fazê-lo de um jeito tão jovem quanto seu público-alvo.
E como rejuvenescer a HBO? Que tal fazer um Facebook com breaking news de seus filmes e séries mas assistidos? Ou fazer uma espécie de advergame com trívias de filmes - e ainda sorteando alguns brindes, é claro, para a garotada se sentir mais atraída a participar?
São boas idéias. Mas uma idéia melhor ainda seria um widget que levasse a programação diária dos canais da HBO diretamente para o desktop do usuário, não é?

Pois é... a HBO implementou todas essas idéias numa espécie de "programa de inclusão digital" - um conjunto de iniciativas digitais, como disse Gabriel Jacob, do blog Adivertido - que porta um pouco da HBO para o mundo online, propiciando para seus espectadores (e possíveis) um tráfego de informações mais rápido, fácil e interessante.

Sinceramente, é tentar transformar a avó de todos os canais de TV a cabo em um maninho cool.
E, muito provavelmente, dará certo...

Referências: HBO adere às redes sociais para atrair audiência.