O Altcore agora é Intermídias!

O Altcore agora é Intermídias!
O Altcore deu lugar a um novo blog, confira. O Intermídias é um espaço para se perceber, analisar e discutir as mudanças que as inovações tecnológicas, e os próprios os meios digitais, trazem à comunicação – em especial à prática publicitária.

Os "5 Motivos que te impedem de usar linux" são BALELA!

É admissível dizer que usar sistemas baseados em Linux não é para qualquer um. Aliás, essa é uma colocação já sustentada por diversos argumentos, então não são necessários outros (sem o devido fundamento) para tentar ratificá-la.

É perfeitamente visível que, mesmo com a filosofia de "linux for human beings", o Ubuntu, e outras distribuições, ainda apresentem alguns empecilhos que impossibilitam seu uso "massivo" - empecilhos, principalmente culturais e da parte dos fabricantes de hardware; mas esta é uma discussão grande, penosa e na qual não carece entrar agora (até porque já está espalhada por toda a internet).
No post 5 Motivos que te impedem de usar linux, do blog iCaju, são apontados alguns motivos para a não adoção de sistemas linux por leigos e eu gostaria de responder à todos eles com mais espaço e conforto do que um comentário poderia permitir, então redigi este texto.

De antemão, gostaria de esclarecer que esta não é réplica inflamada, ou algo do tipo, mas apenas uma forma de sanar alguns equívocos bem comuns a newcomers - até porque os próprios autores do blog afirmam que a intenção do post "é apenas mostrar alguns problemas a serem corrigidos", inclusive eles próprios são simpatizantes do linux, chegando a dizer que gostariam "de algum dia utilizar um sistema Linux como (seu) principal SO".
Bem, vamos explorado ponto-a-ponto:

1-Compatibilidade com o hardware:
Esse se não o maior, foi um dos maiores problemas. Na hora da instalação tudo normal, HDs reconhecidos, mouse, teclado, o sistema estava rodando. Mas não rodava em sua capacidade total, rodava apenas o básico. Extras não funcionavam. Um exemplo básico é o compiz, que não funcionou em nenhum dos dois computadores testados. O Ubuntu apresentou uma incompatibilidade com a placa de vídeo, talvez fosse coisa simples de resolver, mas não para um usuário de primeira viagem. Além desse existem outros problemas de compatibilidade, como o modem dial-up, impressoras, mesas digitalizadoras, webcams, iPods, entre tantos outros.

Este é um aspecto realmente crítico em relação ao Linux - apesar de não me referir ás placas de vídeo e sim à periféricos, como pautei aqui recentemente. O Ubuntu é bem espertinho quando se trata de placas de vídeo: ele as identifica e busca o driver apropriado mesmo que este seja proprietário (como é o caso da NVidia no meu computador). O que é mais recorrente, e preocupante, é a falta de drivers para componentes. Como diz o post Minha "lista de desejos" para o Linux, do site MarcusVBP, os fabricantes de hardware não dão atenção suficiente aos sistema linux e não lançam drivers para seus produtos - isso sim é um problema.
"Isso não é culpa do Linux, e sim das empresas, que estão presas em um círculo vicioso: Elas não lançam Drivers para o Linux porque não existe uma massa de usuários significativos usando o sistema; novos usuários não aderem ao sistema porque seu equipamento não possui driver."
E, no fim, quem paga o pato são os usuários (finais).
2-Instalação de pacotes/programas:
Das distros que testei e usei por algum tempo, ou pelo menos tentei usar, o Ubuntu é a que oferece mais facilidades. Isso se o programa desejado estiver nos repositórios. Caso queira instalar uma versão beta do Firefox, ou uma versão mais atual de outro programa qualquer as dificuldades serão maiores, pois as atualizações dos pacotes demoram um certo tempo até chegar aos repósitórios. Será necessário um certo conhecimento que quem usa pela primeira vez não tem. Comparando com Windows, a dificuldade seria como copiar um arquivo pela linha de comando, sem saber usá-la. Ao contrário do Ubuntu, o OpenSUSE, que também testei, apresentou problemas até para a instalação pelo repositório. Instalação essa que ocorreu sem sucesso. As diversas extensões como: .rpm, .tar.gz confundem na hora de decidir qual o download certo para o sistema.
Acho que a primeira pergunta aqui seria: porque um usuário leigo iria instalar uma versão beta de algo?
As distribuições linux são famosas pela sua estabilidade e este é um dos motivos para isso: os programas que vão para o repositório (do Ubuntu, por exemplo) já foram exaustivamente testados (não só pelas empresas mas por usuários mais experientes) e reparados. Não há necessidade alguma de um usuário comum optar por um programa que ainda não passou por este processo.
Já o tempo que demora um programa para constar nos repositórios é um problema. Mas é válido lembrar que, além do sistema centralizado de instalação e remoção de software, há também o modo tradicional de instalar um programa; método comum aos usuários de qualquer sistema operacional: download na internet e duplo clique. Esse nunca falha. Alguns sistemas linux possuem empacotamentos de programas diferentes, com o citado RPM, mas a grande maioria dos sites disponibilizam um empacotamento para cada distribuição; basta selecionar o relativo à sua distribuição - no caso do Ubuntu, vários sites ainda apontam que o mesmo pacote do Debian pode ser usado. É um processo bem similar a quando se escolhe entre versões do Windowns (agora XP ou Vista). Sem maiores segredos.
3-Compartilhamentos de rede:

Compartilhar arquivos pela rede também não foi muito fácil, ainda mais sendo essa rede entre Windows e Linux. Os computadores Windows até são vistos pelos computadores Linux, porém, além de não conseguir acessar os arquivos pelo Linux, as maquinas Windows não enxergavam as Linux.
Aí estão searas pelas quais nunca me aventurei, mas as poucas experiências que tive neste aspecto foram supridas pelo Samba. Bastou ativá-lo nas opções administrativas do Ubuntu (e esperar o download) para que eu tivesse acesso a minha rede Windows sem diferença alguma - já se a máquina com o Ubuntu era vista pelos computadores com Windows eu realmente não sei porque não cheguei a verificar isso.
4-Acesso de arquivos na partição Linux:
Vamos imaginar que você usou o Linux e lá você baixou um vídeo. Agora no Windows você quer pegar esse vídeo. Solução ideal: É só abrir a partição do Linux e ir até a pasta onde o vídeo foi salvo. Se fosse fácil o Linux teria mais usuários. Eu, claro, estaria entre eles. Na realidade, na hora de acessar uma partição Linux, o que acontece é que o Windows não vê essas partições. Porém o contrário acontece e isso facilita um pouco as coisas, mas não resolve meu problema.
Espera aí amigo! Uma pesquisa de um minuto no Google não faz mal...
Primeiramente, o problema aí está na incapacidade do Windows de acessar sistemas de arquivo que não sejam FAT32 (como pendrives, por exemplo) ou NTFS (como o disco onde fica o Windows) não no Linux -  e não precisa ser o usuário mais experiente do mundo para perceber isto.
Como objetivo aqui é resolver "problemas" (e não criar outros), a resposta é: existem muitos programas que dão ao Windows esta funcionalidade. Um deles é o Ext2IFS - programa que eu uso.
Sua instalação e manipulação é muito fácil. Basta instalá-lo e ele torna visíveis as partições que você escolher (não só com possibilidade de leitura, mas também de gravação), exibindo-as como se fossem discos rígidos - eu, particularmente, uso apenas o recurso para ler, pois tenho medo do que o Windows pode fazer.
5-Compatibilidade com extensões proprietárias, softwares proprietários e etc:
A utopia imaginada pela comunidade do Ubuntu de que é possível usar um sistema operacional livre de softwares proprietários atrapalha na hora de navegar na internet. O problema mais comum é o Flash. No Ubuntu não consegui fazer com que os vídeos do YouTube pudessem ser vistos. Para quem tinha acesso ao Big Brother pela internet, não era possivel assistir ao programa, devido a essa incompatibilidade.
Isso é realmente um problema para leigos...
No Ubuntu, este problema persiste até o usuário descobrir que tudo que tem que fazer é ir no gerenciador de pacotes e buscar pelo pacote "Ubuntu-Restricted-Extras", que ativa todos os recursos proprietários - incluindo os multimídia. Outra opção também é fazer o donwload do script "Ubuntu Perfeito", que permite ao usuário instalar todos os recursos que deixarão seu Ubuntu completo apenas selecionando seus nomes em uma caixa (imagem ao lado, clique para aumentá-la).
Mas sim, eu tenho que admitir que essa mania de open-source (sem apresentar nenhuma opção com drivers proprietáário, como faz o Mandriva) é algo bem chato do Ubuntu.

Bem, tenho que ressaltar que tudo que indiquei acima foram dúvidas que tive assim que migrei de sistema, porém bastou uma rápida consulta ao Google para saná-las - mas tudo bem, não estou cobrando que os usuários finais de todo o planeta façam o mesmo. Também é válido salientar que tudo foi feito sem a utilização de linhas de comando - até porque eu também não sei lidar com elas.
Penso que uma réplica como essa se torna ainda mais interessante quando parte de um usuário tão leigo quanto o que levantou os questionamentos - ou mais, afinal eu curso Comunicação Social e não Ciências da Computação.

Mesmo relativamente leigo descobri que o Linux não é um "lobo mau" tão feroz quanto aparenta.

Referências: 5 Motivos que te impedem de usar linux, Minha "lista de desejos" para o Linux e Script Ubuntu Perfeito.

Se não sabe não faça...

... é o que eu sempre digo.

Contrariando todas as esperanças dos mactards que achavam que a Apple seriam a primeira empresa a lançar um notebook multi-touch, a HP lançou recentemente o HP TouchSmart tx2, um notebook (conversível em tablet) com famigerado suporte a toques múltiplos.

É inegável que a máquina possui um boa configuração: processador AMD Turion X2 Ultra Dual-Core (de até 2.4GHz), até 8GB de memória, disco rígido de até 400GB, placa de vídeo ATI Radeon HD 3200 (com até 64MB de memóica dedicada), tela de 12" sensível ao toque, webcam integrada, leitor de impressões digitais, wireless-N, bluetooth e LightScribe 8X DVD+/-RW (com Double Layer Support).
Mas, sejamos realistas: suas configurações pouco importam - sim, por melhor que sejam, pouco importam. O que realmente importa é seu suporte a múltiplos toques - com o iPhone e o iPod Touch, tocar se tornou uma febre mundial. Para começar a falar de seu desempenho é preciso apenas dar um olhadinha no vídeo feito pela Laptop Magazine:
Resumindo o que já deve ter sido percebido: o suporte multi-touch simplesmente ainda não funciona corretamente - ou, pelo menos, do modo que julgamos correto. Aliás, convenhamos que repetição (contínua) de movimentos e a necessidade de segurar a tela para que os toques sejam reconhecidos não é um bom exemplo de eficácia, ok? Para aqueles que já viram os gadgets multi-touch da Apple em ação o HP TouchSmart tx2 é realmente frustrante.

A galera do Faz Caber colocou as mãos no HP Touchsmart, o desktop com capacidade multi-touch que precedeu este notebook, e também não teve um boa impressão dele - na verdade, a equipe acha que "a tecnologia ainda parece engatinhar". Um pouco diferente de sua versão portátil, o computador conta com o Windows Vista e um software operacional feito pela HP chamado Touchsmart.
Fazer alguma coisa "séria" com a máquina foi tortuoso:
"Agora quando o negócio é operar o Windows e os programas clássicos deles (incluídos aí os que usamos para fazer Design Gráfico) é que a coisa complica. O Windows Vista, com seus menus pequenos e ícones muito próximos, ainda é um sistema feito para ser operado via mouse e fica díficil o clique com os dedos."
Obviamente, isso se aplica não só para o Windows, mas para todos os seus programas voltados à produtividade - a exemplo do Photoshop e do InDesign, utilizados pela equipe do FazCaber. O Touchsmart parece realmente ser muito bom, sua interface é bem amigável, dinâmica e de fácil manipulação; porém ele é essencialmente doméstico, possuindo aplicativos multimídia, agenda, jogos, nada efetivamente importante do ponto de vista de um profissional.

Talvez o buzz que a máquina gerou seja mais importante que sua utilidade em si, não?

Referências: Vídeo do TouchSmart tx2 mostra que a HP ainda tem muito trabalho pela frente e O teste com o HP Touchsmart.

Did You Know?

E os tempos mudam...

Karl Fish atualizou seu famoso vídeo "Did You Know". Para quem não sabe, o vídeo é uma espécie de balanço crítico-estatístico do cenário mundial, abarcando tanto aspectos sociais quanto econômicos (e também falando bastante de tecnologia e seus impactos na humanindade).

O vídeo é muito interessante, ainda quando se toma a base comparativa dos vídeos anteriores (este e este) e percebe-se a evolução (preocupante) dos números - e como o Rafael Fischmann, do blog MacMagazine, apontou: "a evolução tecnológica é estrondosa".

Referências: Saiu o “Did You Know 3.0”, edição 2008: imperdível!.

Compatível com Linux?!

Difícil...

Não é novidade alguma, especialmente para os usuários de alguma distribuição Linux, que (quase) nunca se sabe quando um periférico é compatível com o Linux ou não.

É muito comum ver nas embalagens destes produtos a janelinha do Windows (ou até a carinha feliz do Finder, do Mac) anunciando sua compatibilidade com o sistema (seja através de drivers ou sem eles); mas a compra de um periférico para uma distro linux exige, no mínimo, alguns dias de pesquisa - e alguma coragem também. Quando o dispositivo não é desenvolvido utilizando os padrões da porta USB é quase certo que não se achará um driver - e, mesmo que achemos, sempre há a possibilidade deste ser "usável", porém ainda em fase de construção (como acontece, até hoje, com a webcam imbutida do meu laptop).

Eu mesmo já fiz aqui um relato bastante detalhado sobre dois destes casos ao me surpreender com a compatibilidade não-anunciada da minha máquina fotográfica e do meu adaptador USB para controles de PlayStation com o Mandriva Linux.
É um verdadeiro exercício de advinhação para os leigos.

 Mas tive uma surpresa ainda maior ao me deparar com a foto da embalagem de um joystick USB (clone do joystick do Atari 2600...sim, bem old-school mesmo) com uma etiqueta, ao lado do logotipo do Finder, escrito "Linux". Na página oficial do fabricante há ainda o aviso "Linux Compatible", explicando a razão desta compatibilidade (que seria a feitura do produtos dentro das especificações "Standard USB", dispensando uso de qualquer espécie de driver).

Referências: Linux on the Label! e :: Legacy Engineering Group :: (página oficial).

O título já é bastante auto-explicativo.

Do dia 11 ao 13 de novembro aconteceu na Universidade Federal da Bahia o Seminário Interativo Ensino, Pesquisa e Extensão. Evento foi uma inciativa da Pró-Reitoria de Extensão da UFBa e seu principal objetivo é difundir os trabalhos acadêmicos da UFBA e de outras instituições de ensino. O evento contou com atividades sócio-culturais, realização de oficinas temáticas e apresentação de pôsters.

Entrando na nossa área de interesse, houveram muitos trabalhos muito legais como os pôsters "A Interatividade no Jornalismo Online: Alguns Apontamentos Conceituais", de Samuel Barros e Verena Paranhos e "Análise da Cobertura Jornalística da Epidemia de Dengue pelo Webjornal Folha Online", de Marcel Ayres.

Eu tive dois pôsters expostos no Seminário Interativo, ambos derivados dos ensaios A Era do Mobile Marketing e A síndrome do déficit de atenção e as interfaces gráficas publicados anteriormente neste blog
Infelizmente, eu fiquei doente no período de exposição e não pude dar explanações nem trocar idéias com os espectadores e os outros participantes, mas, ainda assim, foi um boa experiência; e mais que isso: uma oportunidade não apenas para mim, mas para os próprios temas de serem expostos e postos á reflexão. Ambos os trabalhos seguem abaixo.

(clique nas imagens para ampliá-las)
Espero aumentar a coleção no próximo seminário...

Referências: Seminário Interativo UFBa - Jornalismo Online, Revista Veja, Mobile Marketing, Interfaces Gráficas e Moda Afro-Baiana.