O Altcore agora é Intermídias!

O Altcore agora é Intermídias!
O Altcore deu lugar a um novo blog, confira. O Intermídias é um espaço para se perceber, analisar e discutir as mudanças que as inovações tecnológicas, e os próprios os meios digitais, trazem à comunicação – em especial à prática publicitária.
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Mobile: internet, design e marketing

A mobile internet é a mesma internet que nós conhecemos? Não, não é.
A mobile internet (vulgo internet móvel, em bom português) tem um diferencial que pode (e vai) alterar completamente a sua utilização: a portabilidade.

Nossos aparelhos celulares, principais dispositivos de acesso à internet em um futuro próximo (segundo previsões), não são computadores, apesar de concentrarem várias de suas funções. Vamos às diferenças mais básicas: computadores possuem telas e teclados grandes, acompanhados de conexão rápida (e estável) à internet - o que, segundo John Pettengill, designer de interação da Razorfish, dá lugar a uma internet "desleixada", ou seja, sem maiores preocupação com o caráter sintético de seu conteúdo ou até mesmo da atenção do usuário - já os telefones celulares são exatamente o oposto, têm telas e teclados pequenos (ou minúsculos) e a conexão não possui um nível elevado de qualidade - o que não deixa brechas para desleixos, a informação tem que ser passada de forma objetiva e atraente, ainda que, para isso, os processos comunicacionais sejam simplificados ao máximo.

O que não pode (ou deve) acontecer é que essa informação não seja transmitida - e é exatamente isso que está acontecendo com os mobile websites. Pettengill critica o design atual das páginas para internet móvel, uma miniaturização dos sites "normais" - e a retirada do conteúdo, que possibilita o feito - e põe em pauta tendências para um novo design voltado à esta "nova" internet.

O European Youth Trend Report (2009) é um relatório que apresenta (algumas) novas tendências de comportamento observadas nos jovens que residem os países do continente europeu. É interessante ver como a utilização da internet, dos dispositivos móveis e de ambos em conjunto por estes jovens apenas confirma nosso pensamento anterior:
Vamos manter nossa atenção nos fatos que: a internet é o principal passatempo de 67% dos jovens europeus; 70% dos jovens espanhóis fazem o download de filmes completos, enquanto outros 35% alimentam a internet com videoclipes; o nível de intimidade dos jovens com essas tecnologias é tão grande que 12% dos jovens britânicos e 42% da turquia alegaram já ter realizado strip-tease em frente a uma webcam. Quando falamos do aparelho celular em si temos estatísticas bem interessantes também: menos da metade dos jovens belgas usa seu telefone celular para, efetivamente, ligar para alguém; no Reino Unido, 60% querem ter mais opções de chat em seu aparelho; 68% dos jovens espanhóis tiram fotografias de si mesmos em seus celulares e 28% deles as enviam para alguém. É um fato: a conectividade é a principal tendência da juventude européia hoje - e da mundial amanhã. Vamos considerar este cenário.

Segundo John, os mobile sites de hoje em dia são apenas páginas da internet com menos funcionalidade, conteúdo e formas de navegar por este escasso conteúdo - ou seja, menos tudo. Versões "móveis" de sites grandes (tanto em porte quanto em extensão territorial de relevância, digamos assim), são necessários, é claro, mas eles só oferecem a mesma internet "velha", sem o principalmente fator que caracteriza a internet móvel: o contexto. O local, este sim, é o fator constituinte desta nova forma de internet; o fator contextual é a principal mudança de quando acessamos a internet parados, concentrados em nosso computador, para quando o fazemos a partir de um aparelho celular. A mobilidade afeta a tal ponto nossas vidas que muda a nossa própria concepção de espaço - o problema é que isso não é perfeitamente compreendido, ainda.

Como observamos acima, com o apoio das estatísticas, os jovens já desenvolvem usos para essa contextualidade - não só eles mais a grande maioria dos usuários de dispositivos móveis. Se percebemos perfeitamente que são duas formas distintas de internet, porque dar aos usuários a mesma coisa? Essa é a pergunta de Pettengill; e, colocando a coisa toda em nossa área de interesse, a minha pergunta é: porque não nos apropriar destes usos para fazer publicidade de forma mais relevante? Talvez mais contextual e mais interativa...

Com isso em vista - e inspirado pelas reflexões do Leonardo Xavier sobre a pontomobi e o que ela faz, no blog Mobilizado - vamos pensar (mais e) melhor sobre mobile marketing. O que é mobile marketing? Parece bastante óbvio: é desenvolver estratégias de marketing especialmente para serem aplicadas em aparelhos celulares; mas, talvez, a questão não seja tão simples assim. Partindo do conceito que o "celular é meio. E como meio, pode ser pensado em 2 grandes frentes: (1) meio de conexão entre marca e consumidor e (2) meio de concentração de audiência." Xavier culmina na conclusão de que ele é um "tradutor das melhores ferramentas e possibilidades do mundo mobile para os objetivos de comunicação e marketing das agências e seus clientes".
Desta forma, se o mobile marketing tem o aparelho celular como um "meio" (ainda que essa concepção seja bastante discutível, mas vamos adotá-la como maneira simplória de analisar a situação) e o acesso à internet (movel) é a maior perspectiva futura para o aparelho, devemos pensar em iniciativas de um "mobile" marketing que agora também deve englobar a produção de "interatividades no meio celular" a partir da internet móvel.

Deixo registrados meus agradecimentos ao Tarcízio, do Imagem, Papel e Fúria, pela recomendação do slideshow do John Pettengill, pontapé inicial para este texto.

Referências: How To Save The Mobile Web, European Youth Trend Report e O que eu faço mesmo?.
Leituras adicionais: Tendências do Mobile Marketing/Advertising e A Era do Mobile Marketing.

Por um marketing cada vez mais mobile...

Quando pensamos em Mobile Marketing pensamos instantaneamente em aparelhos celulares.
Mas percebam que está escrito Mobile, não Cellphone Marketing.

A agência Lukas Lindemann Rosinski, de Hamburgo, sabe definir muito bem este termo. A fim de divulgar efetivamente o produto de sua cliente, a GermanWings, foi desenvolvida uma solução muito inovadora e específica: os pacotes de viagem promocionais da empresa foram anunciados utilizando o suporte a tecnologia WiFi de determinados aeroportos. A partir de banners? E-mails? Pop-ups? Não, se assim fosse isso não estaria sendo relatado aqui. O "como" é a melhor parte: ao buscar uma rede WiFi para se conectar, ao invés de serem apresentadas aos passageiros opções (convencionais, digamos) como "Aeroporto" - assim como nomeamos as rede de nossas casas sempre de "Casa" - apareciam conexões com nomes de ofertas da GermanWings e, ao selecionarem uma dessas opções, são levados à página daquela determinada oferta - antes que perguntem, a partir dela os usuários podem navegar livremente. Simples, (relativamente) barato e muito inteligente.

Chamou a atenção? Para os internautas de plantão - que não são poucos - chamou mais atenção do que um avião escrevendo a mesma mensagem com fumaça no céu o faria.

Será que a partir de dezembro, com doze grandes aeroportos brasileiros oferecendo internet sem fio (gratuita), podemos começar a pensar em iniciativas neste sentido? Ou será que os "pobrecitários" vão preferir continuar restringindo o termo "Mobile Marketing" ao envio de mensagens SMS, à colocação de um banner num joguinho em Java ou à transferência de panfletos via bluetooth?

Se podemos nos utilizar cada vez mais do potencial das tecnologias móveis e do seu caráter altamente individualizado, por que não fazê-lo?

Referências: GermanWings | WiFi Advertising e Finalmente! Infraero oferece Internet de graça via Wi-Fi em 12 aeroportos.
Leituras adicionais: A Era do Mobile Marketing.

Tendências do Mobile Marketing/Advertising

Se o ápice da convergência midiática é hoje a internet amanhã será a internet móvel.

Há quem diga que, com uma base mundial de dispositivos móveis de aproximadamente 4 bilhões e o incrível avanço (tanto na velocidade quanto na qualidade) das redes telemáticas (e seus diversos "Gs"), é meramente uma questão de tempo até "conectar-se à internet" tornar-se sinônimo de "utilizar um celular". Eu, particularmente, tenho minhas dúvidas - por uma série de motivos que não cabem ser agora discutidos -, mas tenho que reconhecer que há verdade neste pensamento e o "efeito iPhone", nos Estados Unidos da América, mostrou perfeitamente onde se encontra esta verdade.

Em 2008, a Apple vendeu cerca de 13,7 milhões de iPhones. Fato.
A maioria destes aparelhos foi comercializada dentro do território dos EUA. Fato.
As conexões-sem-fio (Wi-Fi) são amplamente utilizadas nos EUA (ainda que fechadas, em sua maioria). Fato.
A qualidade dos "pacotes de dados" e seus custos são, respectivamente, melhor e menores. Fato.
A partir da rápida soma destes quatro fatos -que não são os únicos, mas, ao meu ver, os principais - temos uma mudança imediata na rotina de utilização da WEB do país.

Segundo um relatório recentemente divulgado pela ComScore, o número de pessoas que se utilizam de seus dispositivos móveis para acessar a internet no país cresceu 107% em apenas um ano - isso deixando de lado o acesso às redes sociais, que é extremamente significativo. Contabilizou-se 22,4 milhões de usuários acessando a internet via dispositivos móveis diariamente, especialmente para ler notícias e buscar por outras informações; enquanto 9,2 milhões de pessoas frequentam o Facebook ou o Twitter, que cresceram incríveis 427% em relação ao ano anterior. Só para termos uma idéia de como esta é uma situação sem precedentes, consideremos que em janeiro de 2008, exatamente um ano antes da ComScore obter esses dados, o número de usuários da "web móvel" era de "apenas" 10,8 milhões - nem a metade dos atuais.

É este o paronama ao qual devemos nos ater, pois esta é uma mostra do que está por vir.
A internet é o ambiente (multi)midiático do futuro (que já não é tão "futuro" assim) e os aparelhos celulares serão a porta de acesso a este ambiente.
Obviamente, percebemos que a publicidade já está se adaptando aos novos meios e aos novos formatos que acompanham estes meios. O movimento é, na verdade, bem simples: a atenção dos potenciais consumidores é deslocada para os meios digitais, então a o publicidade migra para o meio digital; portanto, se a principal plataforma de acesso á estes meios serão os dispositivos móveis, portanto a publicidade se molda para encaixar-se nos formatos destes.

O mobile marketing/advertising é a encarnação mais atual (e facilmente perceptível) desta migração da publicidade para os dispositivos móveis - ainda não na condição de portas de acesso à WEB. Ele simplesmente se aproveita as possibilidades das novas tecnologias (móveis) para estabelecer contato direto e diferenciado (geralmente de uma maneira criativa) com o target do anunciante. Levando em conta nossa premissa\perspectiva futura, podemos ressaltar aqui a recente migração do AdSense para a web móvel. O AdSense, serviço de publicidade contextual da Google, movimenta hoje cerca de US$8,6 bilhões; assim sendo, é bastante natural que, em vista da possível expansão do supracitado "efeito iPhone", o serviço precise ser adaptado propriamente para sites formatados para celulares.

E não paremos por aí: hoje, de acordo com dados do eMarketer, nos EUA foram investidos (em 2008) US$23,7 bilhões em publicidade na internet - e, estima-se quem, em 2012, este número suba para US$32 bilhões. (A título de curiosidade, no espaço publicitário em blogs são investidos US$411 milhões). O eMarketer também prevê que o mercado da mobile advertising movimentará US$ 16 bilhões em 2011 - percebem a dimensão desta previsão? Se não, considerem que todo o mercado da comunicação digital brasileiro movimentou, no ano passado, cerca de R$760 milhões. Ou seja, achamos terreno bastante fértil.

Referências: A Era do Mobile Marketing, Entrevista: Internet será mais usada pelo celular do que pelo PC no futuro, O Efeito iPhone..., Google apresenta AdSense para buscas em celulares e Fake Steve Jobs desiste de blogar porque não ficou rico.

O título já é bastante auto-explicativo.

Do dia 11 ao 13 de novembro aconteceu na Universidade Federal da Bahia o Seminário Interativo Ensino, Pesquisa e Extensão. Evento foi uma inciativa da Pró-Reitoria de Extensão da UFBa e seu principal objetivo é difundir os trabalhos acadêmicos da UFBA e de outras instituições de ensino. O evento contou com atividades sócio-culturais, realização de oficinas temáticas e apresentação de pôsters.

Entrando na nossa área de interesse, houveram muitos trabalhos muito legais como os pôsters "A Interatividade no Jornalismo Online: Alguns Apontamentos Conceituais", de Samuel Barros e Verena Paranhos e "Análise da Cobertura Jornalística da Epidemia de Dengue pelo Webjornal Folha Online", de Marcel Ayres.

Eu tive dois pôsters expostos no Seminário Interativo, ambos derivados dos ensaios A Era do Mobile Marketing e A síndrome do déficit de atenção e as interfaces gráficas publicados anteriormente neste blog. 
Infelizmente, eu fiquei doente no período de exposição e não pude dar explanações nem trocar idéias com os espectadores e os outros participantes, mas, ainda assim, foi um boa experiência; e mais que isso: uma oportunidade não apenas para mim, mas para os próprios temas de serem expostos e postos á reflexão. Ambos os trabalhos seguem abaixo.

(clique nas imagens para ampliá-las)
Espero aumentar a coleção no próximo seminário...

Referências: Seminário Interativo UFBa - Jornalismo Online, Revista Veja, Mobile Marketing, Interfaces Gráficas e Moda Afro-Baiana.

A Era do Mobile Marketing

Cadê o Up da publicidade nos dispositivos móveis?

O impacto que o desenvolvimento tecnológico causa na comunicação pode ser caracterizado, no mínimo, como traumático. As possibilidades de um mundo (interconectado) aberto e interativo é um divisor de águas que demarca a passagem de uma era baseada na massificação para uma nova realidade cuja a perspectiva da individualização se mostra bem mais interessante. Para a publicidade, essa proliferação dos meios e das formas de comunicar se torna quase caótica: no dito “horário nobre” a televisão já não mais concentra plenamente a atenção dos lares brasileiros e muito menos para-se para ouvir rádio, senão em trânsito. Há então a questão que rouba incontáveis fios de cabelo das cabeças dos publicitários: como, efetivamente, chamar atenção?

A publicidade, hoje, é baseada (e viciada) na idéia de massificação, sustentada pela televisão, que concentra mais da metade dos investimentos em propaganda no Brasil – que seriam aproximadamente 56 bilhões de reais de um universo de 95,7 bilhões de reais que foram investidos em publicidade no primeiro semestre desse ano. Mas é preciso não se deixar iludir: a eficiência da sua comunicação não é proporcional à extensão de sua audiência. Não importa quantas vezes um anúncio seja veiculado em um canal de televisão, por exemplo, se os espectadores não têm qualquer afinidade com o produto; o que, com certeza, o anunciante conseguirá desse modo é nutrir antipatia, não desejo – aliás, o que ocorre exatamente com a relação entre propagandas de perfume e canais de séries, mais do que quaisquer outros: será mesmo que quem assiste CSI Las Vegas ou Scrubs usa Lacoste Essentials? Será que o público, possivelmente em sua maior parte feminino, de The New Adventures of Old Christine é bem remunerado ao ponto de ser um potencial usuário de Channel N°5? Se fosse pela quantidade de vezes que o anúncio é exibido até eu mesmo já teria adquirido um Flower by Kenzo...

Isso não passou despercebido. Boa parte das agências de publicidade (e das empresas que se prezam) já estão realizando investidas ousadas sobre os novos meios, mesmo que ainda em caráter experimental; inclusive, esta transição está começando pelo próprio formato das mensagens: o foco começa a migrar do coletivo para o indivíduo – um movimento muito natural quando se considera que a internet, por exemplo, apesar de interconectar todo o mundo é acessada de modo individual.

No ano passado o número de celulares no Brasil já tinha atingido 120,98 milhões, segundo a Anatel. Só na Bahia existem 7,29 milhões de celulares em operação. A telefonia móvel é uma revolução, isso é inegável. E não só porque deslocou o alvo das ligações de lugares para pessoas, mas porque um telefone celular é a materialização da convergência dos meios – aliás, acredito que hoje realizar ligações é seu último propósito. Um aparelho relativamente simples já é uma agenda, um rádio, um MP3 player, uma máquina fotográfica, uma filmadora digital além de armazenar e intercambiar arquivos. Se formos falar daqueles mais elaborados, também bastante populares, podemos considerá-los plataformas computacionais portáteis, capazes de fazer praticamente tudo que um desktop faz, desde permitir formatar textos e navegar confortavelmente na internet até assistir televisão.

É precisamente aí que entra o Mobile Marketing, que se utiliza de todas as possibilidades das tecnologias móveis e altamente individualizadas (em especial da interatividade e da personalização) para estabelecer contato direto com o consumidor. Mas não me refiro àquelas mensagens SMS incômodas que a sua operadora em envia para você, eu estou falando de toda uma formatação nova. Não há sentido em utilizar-se desses novos meios se não explorarmos suas capacidades por completo; isso seria tão absurdo quanto não admitir que propagandas para a televisão usassem imagens. A utilização do Bluetooth Marketing é um ótimo exemplo da modificação desses formatos – até porque grandes anunciantes já investem neste tipo de interação com o seu público-alvo. Em Salvador a estratégia já foi adotada pelo Festival de Verão, que disponibilizou ringtones e papéis de parede, além da grande completa da programação do evento via bluetooth para os transeuntes nas proximidades de sua loja no shopping Iguatemi. A campanha, que tinha como objetivo estreitar o relacionamento com o público interessado, conseguiu admiráveis 1.864 downloads durante seus 14 dias de duração. O Salvador Prime também brincou com esses novos meios e distribuiu seu folder, com informações bastante específicas sobre o empreendimento, via bluetooth para aqueles que estavam próximos ao seu stand de vendas, tendo ao final de 4 meses de campanha atingido o número de 1.114 downloads. Quantos milhares de panfletos seriam distribuídos (e posteriormente jogados no lixo) para que o mesmo número de pessoas interessadas no empreendimento fossem efetivamente atingidas? E para o Festival de Verão, que tem um público-alvo muito maior e mais abrangente? Sem nem mesmo pensar em começar um sermão ecologicamente correto, bem enfadonho e completamente fora de minha área de conhecimento, eu serei bastante conciso: segmentar a comunicação é seguir as tendências já estabelecidas pela segmentação dos interesses. Ainda pode-se considerar que recursos como este rompem várias barreiras árduas para a publicidade como a da visibilidade e disponibilidade, sem contar o caráter inovador, visto com bons olhos pelo consumidor. Convenhamos que o celular roubou o lugar do cachorro como melhor amigo do homem: dar aquela rápida conferida nele é tão comum, senão mais, quanto olhar o relógio. Até o próprio SMS, ou o MMS, se utilizado de forma individualizada e não intrusiva, se torna uma forma na qual é possível estabelecer um contato instantâneo de maneira diferenciada com o (potencial) cliente.

Os meios de atingir um possível consumidor são muitos, mas se encontram hoje sub-utilizados pela maneira que esse alcance é buscado – vide o iPint. O que é o iPint? É um joguinho gratuito e muito simples para iPhones e iPods Touch, os gadgets do momento, cujo objetivo é fazer um copo de cerveja chegar ao outro lado do balcão de um bar sem se esborrachar nos obstáculos do percurso. Seu real objetivo? Marketing. é claro. Patrocinado pela Carling, uma cervejaria britânica, o jogo é repleto de referências que são a real fonte do lucro para a Illusion Labs, empresa sueca de software que recebeu o patrocínio da cervejaria para a feitura do jogo, disponível para download na App Store. Reitero que o jogo é bastante simples, mas o mérito da Carling foi reconhecer as diversas formas de interação que os supracitados gadgets proporcionam e como os usuários estão se apropriando dessas formas, e ainda mais: ver nelas um meio de dialogar com seu consumidor. A questão aqui é simples: se existem novos ambientes de comunicação, conseqüentemente existem novas formas de interagir com eles. Porque insistir em aplicar as mesmas fórmulas obsoletas e saturadas a novas situações-problema? Ferramentas existem, e de sobra; o que falta é capital ou criatividade – ou, na pior das hipóteses, ambos.

Revendo "A Era do Mobile Marketing"

Um ensaio, um pôster e uma apresentação de slides.
Agora, todos juntos. Sob outro olhar.

O impacto que o desenvolvimento tecnológico causa na comunicação pode ser caracterizado, no mínimo, como traumático. As possibilidades de um mundo (interconectado) aberto e interativo é um divisor de águas que demarca a passagem de uma era baseada na massificação para uma nova realidade cuja a perspectiva da individualização se mostra bem mais interessante. Para a publicidade, essa proliferação dos meios e das formas de comunicar se torna quase caótica: no dito “horário nobre” a televisão já não mais concentra plenamente a atenção dos lares brasileiros e muito menos para-se para ouvir rádio, senão em trânsito. Há então a questão que rouba incontáveis fios de cabelo das cabeças dos publicitários: como, efetivamente, chamar atenção?

Frequentemente neste blog eu referencio (via link) o ensaio intitulado "A Era do Mobile Marketing: Cadê o Up da publicidade nos dispositivos móveis?", feito por mim - este ensaio, cujo primeiro parágrafo está logo acima. Por mais que eu concorde que auto-citação é algo bastante pedante, eu o faço pois o número de novos visitantes do blog é bastante significativo, então suponho que eles gostariam se aprofundar-se um pouco mais no tema (e não conhecem o texto). Não tem jeito, toda vez que discorro sobre algum assunto relacionado termino citando-o, seja fidedignamente ou apenas enxertos\conceitos pontuais.

Do dia 11 ao 13 de novembro, no Seminário Interativo Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal da Bahia, foi apresentado por mim um pôster derivado do supracitado ensaio - como já comentei anteriormente.
(clique para aumentar)
Finalmente, enquanto atualizava meu perfil no SlideShare, que estava bastante defasado, me esbarrei com uma apresentação de slides do mesmo texto que fiz para pô-lo em discussão em um dos grupos de pesquisa que participo - assim como me esbarrei com uma série de apresentações (algumas medíocres, admito) que fiz para tantos outros trabalhos da faculdade.

Quiz então, reunir aqui o ensaio em questão com todos seus "subprodutos" para um olhar mais atento - tanto meu quanto de vocês, meus leitores. Depois de quase nove meses voltando, tantas vezes, ao texto, percebi o quanto ele ainda é passível de melhorias e, principalmente, atualizações.

A minha atividade no blog atualmente está fraca, mas garanto que é puramente por questões "acadêmicas". Tenho muitas pautas e alguns planos, bem interessantes, já traçados para o blog e, assim que estiver com mais tempo livre, vou pô-los em prática - vocês não têm idéia do quanto estou ancioso por isso.