O Altcore agora é Intermídias!

O Altcore agora é Intermídias!
O Altcore deu lugar a um novo blog, confira. O Intermídias é um espaço para se perceber, analisar e discutir as mudanças que as inovações tecnológicas, e os próprios os meios digitais, trazem à comunicação – em especial à prática publicitária.

Êpa! Dá um tempo aí!

Aviso: O Altcore não será atualizado durante o período de um mês - mais especificamente de hoje até dia 26 de janeiro de 2009.
(Tela azul da morte? Saí daí amigo, aqui agente não usa Windows não!)
Calma, calma. O blog não vai ficar off-line - pelo menos não para sempre.[2]
Estou apenas entrando de férias - aliás, merecidas férias. Vou viajar durante um bom tempo e, mesmo quando não estiver viajando, estarei na praia, tomando sol, água de côco... entenderam, não é?
Livre de qualquer compromisso e morando onde moro (na Bahia), dificilmente ficarei na frente de um computador - afinal, se ficasse, não seriam férias plenas.

Agradeço (muito) aos leitores que me acompanharam durante estes 10 meses e 10 dias de blogging. Tenham certeza absoluta que cada visita é extremamente valiosa para mim - na verdade, são mais que valiosas: são as provas de que não sou esquizofrênico, que não falo sozinho.

Desejo, sinceramente, que todos vocês tenham um ótimo Ano Novo e que todas as suas expectativas para ele se tornem realidade - senão a curto, pelo menos, a longo prazo.

Final de janeiro estou de volta, trazendo o ar da minha graça.
Até lá!

Blender: criando uma apresentação de slides em vídeo

O Blender não é tão difícil assim...

... ou é; mas o Mango Jambo, do blog de mesmo nome, fez um tutorial (em vídeo) demonstrando como se faz uma simples apresentação de slides (em vídeo) de um modo não-tão-complicado-assim.

O Blender é uma ferramenta poderosa (e livre) para animação, principalmente em terceira dimensão, mas (não se desesperem) apenas o Video Sequencer é utilizado no tutorial, como o autor explica, não são abordadas as "funções avançadas, apenas o necessário para se fazer o vídeo com Slide de imagens."


Como vocês puderam ver, o tutorial é bem detalhado e ainda mostra, mesmo que rapidamente, outras possibilidades que podem ser exploradas com o software. Querem fazer o download do vídeo? É só dar um olhada no post original e escolher entre os links (e formatos) lá presentes.

Referências: Blender Tutorial - Como criar um simple slide de fotos no Video Sequencer do Blender (Portuguese) on Vimeo2.

Eu, você e o Delicious Bookmarks

O Delicious é, realmente, muito útil.

Já faz algum tempo que eu abandonei os Bookmarks (Favoritos) tradicionais, atrelados ao navegador WEB. Tomei a iniciativa quando estava experimentando outros sistemas operacionais (passei do Windows XP para o Mandriva e, finalmente, para o Ubuntu) e tinha que ficar copiando e colando todos os meus favoritos cada vez que testava um sistema - dominado pelo medo de perdê-los, é claro; imaginem excluir acidentalmente mais de 5 anos de websites "colecionados"?
Assim comecei a utilizar o Delicious Bookmarks.

A priori, devo explicar àqueles que não sabem o que é o Delicious.
Típico da WEB2.0, é um serviço online que permite arquivar, organizar e compartilhar seus sites favoritos - e, é claro, acessar os favoritos de outros usuários. Sua função primária é idêntica à do menu "Favoritos" do seu navegador; o grande diferencial do serviço é que seus bookmarks permanecem online - ou seja, basta acessar o site para consultá-los - e visíveis para outros usuários - característica comum de uma ferramenta de mídia social; aliás vocês vêem aquela listinha sob o título de Favoritos (Delicious)? São meus últimos 5 sites "favoritados".

Apesar de todas as vantagens do serviço, é necessário destacar sua utilidade quanto ao quesito organização. Enquanto somos nós quem fazemos a organização dos Favoritos do navegador (a partir da criação de pastas e tudo mais), no Delicious ela é feita de forma automatizada, mais especificamente a partir do agrupamento dos bookmarks pelas tags (ou etiquetas) atribuídas à estes - o que facilita bastante o usuário navegar por eles posteriormente.

Não entendeu? Perceba: você, por obséquio, salvou, há alguns meses atrás, o link do Altcore na sua conta, sob a tag "tecnologia", e quer vê-lo agora; basta procurar rapidamente por "tecnologia" e, não só o Altcore, mas todos os outros sites salvos sob a mesma tag (ou seja, relativos ao mesmo assunto) surgirão.

Mais prático impossível - até porque, ao salvar um website, o próprio Delicious já sugere para ele algumas tags (mais utilizadas) para websites similares; então nem isso você faz.

A fim de facilitar ainda mais a migração do usuário, existe ainda um add on (complemento) em particular, chamado Delicious Bookmarks, que integra o serviço ao seu navegador - inclusive substituindo o menu e o painel de "Favoritos" normais pelos do Delicious.

A pesquisa é outra função que também merece ser ressaltada. Ao se pesquisar por uma tag, é possível fazê-lo não só nos seus bookmarks, mas em toda a rede do Delicious - ou seja, você tem acesso ás marcações de todos os demais usuários. Ao buscar, de novo, por "tecnologia", apareção páginas arquivadas por todos os usuários (inclusive o Altcore, salvo por você) entre os resultados - e há também a contabilização do número de usuários que possuem aqueles websites em suas contas, o que auxilia na aferição da popularidade e a credibilidade destas páginas.

Bem, não há mais o que apontar.
Assim como o Bruno Delfino, do blog Falando Nisso, eu utilizo e recomendo o Delicious - inclusive, foi seu post acerca da função facilitadora que esta ferramenta tem no trabalho dos planejadores (de comunicação) que inspirou este.

Referências: Delicious como ferramenta de trabalho.
Leituras adicionais: Organizando suas informações: Delicious.

Criando com o Chefinho


Bem, eu não poderia de deixar de indicar aqui o Criando com o Chefinho. Porque? Puro jabá, afinal ele é mantido pelo Núcleo de Criação Gráfica da Produtora Júnior - UFBA e eu trabalho lá.
Mentira - nem seria justo dizer que esta é a razão da recomendação.

O blog merece uma menção aqui porque contém uma série de tutorias, feitos pelos próprios membros, e dicas sobre aplicações basilares da criação gráfica - como vetorização, combinação de cores, entre outras noções básicas para aqueles que tem afinidade com design e não sabem "por onde começar". Por ter surgido como uma medida para capacitar e estimular os trainees (membros novos) do núcleo, o Criando com o Chefinho é sempre um bom lugar para começar.

Palavras da equipe
"Este é o blog da Tropa do Chefinho, onde vocês encontrarão posts meus e da minha equipe de trainees (que deverá postar aqui sempre, caso almeje algum dia a sua efetivação).
Eles estão sendo devidamente treinados para alcançar o nível sublime da qualidade em criação gráfica. Para tal fim, os trainees utilizarão o blog como ferramenta para desenvolver e mostrar seus aprendizados através de tutoriais, apresentação de projetos, cases e outras coisas que eles devem criar.
Não tenho paciência para desculpas e atrasos. Sou uma pessoa totalmente democrática e defendo até o fim a liberdade! Afinal, os trainees têm toda a liberdade de faltarem com seus compromissos, do mesmo modo que eles têm a total liberdade de querer ser trainee para sempre. TRAINEE FOREVER."

Tags
aplicação (1), bolinha (1), capacitação (1), CMYK (1), Corel Draw (2), Cores (1), degradê (1), dica do chefinho (1), dicas (1), efeito espelhado (1), efeito fade (1), efeitos (1), esfumaçamento (1), experiência (1), feather (1), fontes (1), FUC (1), fusca (1), fusão de imagens (1), impresso (1), impressão (1), interface (1), Lego (1), logomarca (1), online (1), paleta de cores (1), photoshop (9), pixels (1), portfólio (1), Quebra-cabeça (1), RGB (1), rádio (1), serviços (1), Site (1), tipografia (1), tutorial (7) e ainda em crescimento...

Peças virais e outras não-tão-virais-assim

Viral, viral, viral...

Como foi dito anteriormente neste blog, toda a graça do marketing viral está na inovação no fazer publicitário, no rompimento dos formatos tradicionais - é exatamente isso que garante que a peça publicitária seja, de fato, viral. Se um modelo viral é reproduzido, seu efeito já não será tão viral assim...

E foi isso que aconteceu com a peça lançada pela Apple para anunciar o iPod Touch (enquanto uma plataforma para jogos) no Yahoo! Games:
A "intervenção" (como chamou o Gabriel Jacob, do Blog ADivertido) na página inicial do Yahoo! Games foi apenas uma cópia do viral do Wario Land para Nitendo Wii - na verdade, a única diferença é que ao invés dos elementos da página serem destruídos, eles são movimentados a medida que o iPod Touch (no banner em flash no topo da página) é movimentado. O resultado foi uma peça bastante desinteressante.

Para uma empresa que ganha prêmios e mais prêmios com a campanha Get a Mac, esta foi uma iniciativa nada original... o que aconteceu?

Por outro lado, há virais que são muito criativos.
A página web feita pela Projector, para lançar o Samsung Omnia. A peça era, basicamente, um website que fugia do vício (formalista) de apenas apresentar as características e trazer informações adicionais sobre o produto: ele é inteiramente formado por vídeos - na verdade por 42 vídeos com pequenas (e engraçadas) demonstrações do que pode ser feito com o aparelho.
Esta estranha composição o torna bastante animado e interativo - e ainda preciso fazer um destaque para o menu circular, muito curioso, que faz o personagem seguir com o olhar a opção selecionada.

Existem modos e modos de se fazer publicidade...
A Samsung mandou muito bem com este; já a Apple...

Referências: 42 motivos para ter um samsung omnia e Intervenção da Apple no Yahoo! Games.

Netbook da Apple: uma obsessão...

“A Apple lançará um netbook dentro dos próximos dois anos”
Colocação do analista Gene Munster, da Piper Jaffray, que realmente merece um prêmio de (falta de) originalidade.

Depois do boom que foi (é, na verdade) o EeePC, antes de qualquer evento promovido pela Apple um rumor, inevitavelmente, surge: "Será lançado um mini laptop da Apple" - um rumor tão, ou mais, recorrente quanto o de um tablet da mesma empresa.

O mais impressionante é que sempre existem pessoas que acreditam (piamente) e esperam (com toda convicção) pelo pequeno notebook com o Mac OS X, mesmo sem qualquer indício da veracidade desses rumores; e as mesmas discussões partem das mesmas pessoas nos mesmos lugares - chega a ser ridículo.

Por favor, mactards, encarem a realidade: a Apple não vai lançar um netbook porque ela já lançou um, seu nome é MacBook Air. Não é preciso pensar muito para perceber que os conceitos (não características físicas, deixemos claro) de ambos é o mesmo. Qual é a diferença que impede o reconhecimento do MacBook Air enquanto um mini laptop? Simples: enquanto o EeePC, por exemplo, é low-cost, o Air é high-cost - e, sejamos honestos, a Apple não lança nada low-cost, até porque seu público-alvo não precisa disso.
Ainda ressalto aqui a forte impressão (que guardo para mim) de que a empresa não gosta de seguir tendências e sim impô-las - mas admito que esta é uma observação muito subjetiva e particular.

Ingenuidade da parte dos mactards, talvez. Mas, percebendo que não haverá um netbook da Apple tão cedo (sendo otimista, claro), aparecem os "métodos alternativos" - e a obsessão se agrava aqui. A galera do Gadget Lab, da Wired, conseguiu rodar o Mac OS X em um MSI Wind - um netbook com 1GB de memória RAM e 8GB de disco Flash que custa, aproximadamente, 359 dólares. A "gambiarra" funcionou tão bem que, posteriormente, foi feito um tutorial em vídeo (abaixo) ensinando aos "usuários domésticos" como realizar a proeza - e, mais tarde, a Realtek até lançou drivers (não-oficiais, é óbvio) para que o Wi-Fi da máquina funcione corretamente no Mac OS X, liberando seus usuários do cabo Ethernet e devolvendo-lhes uma das principais vantagens de um netbook.

Mas uma questão conceitual ainda incomoda bastante: um mini laptop é uma máquina que tem como principal objetivo o desempenho de tarefas pontuais em mobilidade - como navegar na internet, o que lhe rendeu o apelido de "netbook". O usuário de uma máquina destas busca, antes de qualquer coisa, velocidade e praticidade. Desde que ela seja capaz de realizar estas tarefas - que podem ser feitas em programas extremamente similares como o Firefox e Internet Explorer, para navegação WEB ou o Word e Writer para processamento de texto - pouco importa o sistema operacional, ele se torna uma das últimas preocupações do usuário. Uma prova clara disso é que, mesmo com o Linux Xandros embarcado, o EeePC, quando lançado, vendeu-se de forma avassaladora. Assim sendo, é, no mínimo, estranho ter tanto trabalho para instalar um sistema que possui as mesmas funcionalidades dos outros e deixa apenas 3GB de espaço livre para o usuário - os outros 5GB do Wind são totalmente utilizados para comportar o sistema operacional e suas aplicações. Isto sem considerar que não existem informações consistentes quanto ao seu desempenho, ao gerenciamento de energia e ao tempo de boot, por exemplo - fatores básicos que são muito mais importantes que o sistema operacional em si.

As falsas esperanças continuam e o próprio pessoal do Gadget Lab confirma isso:
"We're hoping to have an Apple product at Macworld, but until then, this will have to do."
Quando é que as pessoas se cansarão de pautar rumores descabidos?
Pelo menos algumas pessoas continuam sãs...

Referências: Putting Mac OSX on a Netbook, OS X Realtek Wireless Driver for MSI Wind Released e Realtek apoia Hackintosh e libera drivers de Wi-Fi para MSI Winds rodando o Mac OS X.
Leituras adicionais: Goldman Sachs rebaixa expectativas para a Apple, não espera novo produto na Macworld e Analistas aguardam um netbook da Apple em breve.

Inaugurando a seção "Blogs recomendados", venho falar um pouco sobre o Diário da Criação e não posso deixar de ressaltar que o que mais me chamou atenção no blog foi o fato do dono, Jorge Martins, ser graduado no mesmo curso que faço hoje: Comunicação Social com habilitação em Produção em Comunicação e Cultura. Por que? Porque, desafiando leis quase tão rígidas quanto as da física, ele é hoje um publicitário (e conta um pouco de como foi esta experiência), mais especificamente o diretor de criação da CDLJ Publicidade.

Palavras do autor
"Surtado em tempo integral. Tenho 27 anos e sou um diretor de arte apaixonado por música, cultura pop, propaganda, Beatles e sashimi (nham...). Dirijo a criação da minha agência, a CDLJ Publicidade, que atende muita gente bacana e tá a fim de atender ainda mais clientes (se tiver alguma conta pra entregar ou servicinho sujo que uma agência de publicidade possa resolver, não se faça de rogado...)"

Tags
propaganda (66), cdlj (46), bobagens (45), blog (41), cinema (37), internet (36), música (29), design (28), direção de arte (28), filosofia de msn (14), jornalismo (14), computadores (13),apple (12), listas (12), resenha de filme (11, televisão (11), animação (10), fotografia (9), ilustração (9), livros (9), prêmios de propaganda (9), arte (8), games (8), cdlj - trabalhos (7), discos (7), viral (7), clipes (6), Grandes dúvidas que assolam a humanidade (4),site da semana (4), branding (3), eleições 2008 (3), grand prix (3), viagem (3), oscar 2008 (2), quadrinhos (2), responsabilidade social (2), gastronomia (1), moda (1), palestras (1), promoções (1), redes sociais (1), teatro (1) e ainda em crescimento...

Afinal, quem é Steve Jobs?

Neste blog, o CEO (ou, em bom português, presidente) da Apple, Steve Jobs, é constantemente citado - seja para elogiá-lo ou falar das suas burrices - mas, quem é esse cara?

A intenção deste post é então que nosso público conheça um pouco mais acerca de Steve Jobs, além de seu nome e cargo - um pouco de sua personalidade e porque tanto diz-se sobre a Apple ser um espelho de seu dono. Vemos abaixo um pequeno resumo, em vídeo, da vida de Steve Jobs (indo deste a criação da Apple até o lançamento do primeiro iPod) que o Rafael Fischmann postou no blog MacMagazine:

Steve Jobs é um empreendedor - e foi isso que fez ele ser quem é. E, diferente do que muitos pensam, é exatamente isso que é necessário para crescer no mercado hoje. É claro que educação é fundamental, mas é necessário perceber que as pessoas (academicamente) bem formadas, nem sempre são aquelas que melhor lidam com a dinâmica do mercado - a exemplo de Jobs, que não concluiu sua formação superior.
Mas compreendam que a noção de empreendedorismo aplicada aqui não é a que se refere ao ato de montar uma empresa, mas a de possuir atitudes empreendedoras - como Jobs fez não apenas duas vezes quando fundou a Applem e a NeXT, mas várias e várias vezes, até hoje.

O profissional hoje não deve, apenas, ter conhecimento técnico e ser um mero "empregado" daqueles que somente obedecem ordens. O perfil do profissional contemporâneo exige pró-atividade, entendimento da dinâmica do mercado, pensamento diferenciado (fazendo uma pequena referência ao slogan da Apple, Think Different), enfim, pessoas que realmente tenham algo a mais para oferecer do que todas as outras milhares que saem da faculdade junto com ela.
Enquanto profissional Steve Jobs é um bastante disso e, enquanto pessoa, ele é, no mínimo, curioso. Ele foi desde de pirata de sistema telefônico (com as “caixas azuis” criadas por ele e Steve Wozniak) e usuário de LSD ( supostamente, para "alcançar iluminação") até maior acionista da Disney-Pixar. Para aqueles que quiserem saber mais sobre a vida de Steve Jobs ficam toneladas de link nas leituras adicionais (no fim deste post).

Por fim, deixo um pensamento do CEO da Apple acerca da relação entre o homem e a técnica, abordada anteriormente neste blog, define, curisamente, o computador como uma "bicicleta para a mente" - sim, uma metáfora aparentemente horrível, mas (após explanações) bem palatável.

Referências: Vídeo de 10 minutos resume a vida de Steve Jobs e Steve Jobs: Computadores são como bicicletas para as nossas mentes.".
Leituras adicionais: Uma reflexão sobre a vida, por Steve Jobs, 20 curiosidades sobre Steve Jobs, Steve Jobs - Wikipedia, the free encyclopedia e Steve Jobs Biography.

Plágio? Claro que não! Só inspiração...

Algum de vocês já viu a interface gráfica do Windows Seven? Não?!Se vocês conhecem o KDE4, então já viram sim a nova aparência do Windows Seven...

Se o caro leitor é um daqueles que criticam a comunidade do software livre e a acusam de plágio, segue aqui uma pequena, mas saudável, recomendação: olhe um pouco para o seu próprio umbigo.
Críticas deste cunho, principalmente relacionadas com as interfaces gráficas das distribuições Linux, são muito comuns, até dentro da própria comunidade, e há cismas profundos nesta discussão. Uma das principais problemáticas é quanto ao K Desktop Environment (KDE) e sua origem (e permanência até a versão 3.5, segundo alguns) enquanto um simples imitação da interface gráfica do Windows. Mas temos de convir que a história não é tão simples assim, afinal o próprio Windows não foi tão original em sua época. Sua interface foi apenas uma cópia piorada do Macintosh; que, por sua vez, foi o resultado aprimorado dos trabalhos desenvolvidos pela Xerox (baseados no conceito e nos protótipos de Douglas Engelbart). Resumindo: é impossível afirmar, de maneira tão simplista, que o KDE foi (apenas) uma cópia.

Não cabe a mim discutir posicionamentos nesta "briga de cachorros velhos", trago apenas mais "provas" que apontam, no mínimo, para uma dúvida razoável quanto a validez esta discussão. Todos sabemos que a a criatividade da Microsft é bastante limitada e são famosas suas cópias inspirações - por exemplo, na Apple, seja no passado (como vimos) ou no presente (com os leves toques do Mac OS X no Vista, apontados por David Pogue). O último insight para o Windows foi claramente provindo do KDE4 - que, depois de doze anos de existência, já possui (ou possuía) uma identidade própria.

(Windows Seven)
 (Conectiva Linux com KDE4)
Como dizem: "Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão."

Referências: KDE, chama o jurídico: o Ballmer tá de olho…
Leituras adicionais: A vida imita a arte... e Um rosto bonito para seu Linux.

Daqui a pouco a Apple toma outro chute cataclísmico...

E mais uma barreira se quebra: o pessoal da iPhone Dev Team conseguiu rodar o Linux no iPhone. A única surpresa aí foi a demora...

Steve Jobs é genial, isso é inegável, mas também é cabeça-dura... bastante cabeça dura. Da mesma maneira que ele revolucionou a história da computação (e do mundo, na verdade) com o Macintosh, ele revolucionou a telefonia móvel com o iPhone. Mas, o que ele vai ganhar? Um Prêmio Nobel?
Não, ele vai ganhar outro chute cataclísmico.

Porque "outro"? Porque seu traseiro foi apresentado ao duro pé do mercado nos anos 80, quando a Microsoft desenvolveu uma cópia barata do Mac OS (e do que ele tinha de mais valioso: sua interface gráfica) e a fez compatível com qualquer computador pessoal - o trunfo da empresa já que o Mac OS só funcionava (ou melhor, funciona) no hardware da própria Apple. Essa "pequena" diferença popularizou de forma inacreditável o Windows e deixou para o Mac um marketshare insignificante - o que ocorre até hoje, por piores que as versões mais novas do sistema sejam.

O iPhone mudou o mundo - alguns podem discordar, como fizeram da utilidade de um computador pessoal em seus primórdios, mas isto é um fato. Ele foi o primeiro aparelho a possuir todas as funcionalidades que possui e é reconhecido por isso. O iPhone, hoje, é quase venerado - e não sem razão, afinal tanto seu hardware como seu software são impressionantes. Porém, o que é o iPhone? Nas palavras de Mauricio Moraes, da revista Info, o iPhone não passa de "um celular fechado com um sistema também restrito. E o que é o Android? Um sistema que pode ser usado em qualquer smartphone." A Microsoft hoje não é o perigo... é a Google.

A notícia que iniciou o post (ainda) não tem valor algum senão para embasar essas afirmações: o linux testado no iPhone (ainda) é praticamente inútil - sim, inútil mesmo; ele não possui vários drivers, som, wireless, touchscreen, acelerômetro e vários outros componentes...

Mas o ponto aqui não é a utilidade do sistema em si, mas o fato de que ele já está rodando no iPhone. Assim sendo, é apenas uma questão de tempo até que consigam instalar o Android no aparelho - e, com certeza, muitos desenvolvedores linux, ao redor de todo o mundo, já estão trabalhando nisso; umas das vantagens de se contar com uma comunidade livre.
Convenhamos que aparelhos bem interessantes já estão chegando no mercado. O Nokia N97 é um exemplo disso: o aparelhinho roda Symbian, conta com 32GB de memória interna, câmera fotográfica de 5mp (com lente Carl Zeiss) e, entre outras várias características, também suporta flash e a funcionalidade "copy and paste" - além de ter um teclado físico, o que, para redatores e aqueles que usam o aparelho para trabalho, conta como ponto extremamente positivo.
E o Android também está ganhando mercado: a HTC, fabricante do G1 (primeiro celular, bem experimental, com o sistema da Google) prevê a venda de 1 milhão de unidades ainda neste ano.

Vários aparelhos e um sistema operacional compatível com todos eles.
Me parece um fórmula bem conhecida...

Referências: O Android vai destruir o iPhone, See Linux Running on the iPhone e Esse sim, é um iphone killer.

Digam "Oi" ao Songbird 1.0!

Depois de 3 anos, o Songbird chega a sua versão 1.0!

Bem, para quem nunca ouviu falar, o Songbird é um reprodutor de músicas gratuito (e open-source). Seu diferencial de tantos outros programas da mesma categoria é sua base no navegador Web Mozilla Firefox, permitindo que ele funcione não apenas como player, mas como navegador e downloader - tudo com uma interface bem simples e intuiva (que, desde o beta 0.7, lembra a do iTunes).
Usuário do Songbird desde sua versão 0.4, meu destaque vai para o fato do player, assim como o Firefox, ser totalmente personalizável: o usuário tem a total liberdade de alterar o visual e as funcionalidades do programa a partir da instalação de add-ons (complementos) - e, com o installer integrado do programa, fazer isso é moleza.
Com esses complementos, além de deixar o programa com uma aparência diferenciada é possível adicionar funções muito interessantes como integração com o Last.fm (assim as músicas executadas são registradas no seu perfil do Last.fm e as capas dos CDs são exibidas na janela do player) ou o mashTape (que faz uma varredura na internet por fotos, vídeos, biografias e notícias relacionadas à música escutada no momento) - entre outras várias funcionalidades.

O Songbird é leve, gratuito, multiplataforma (ou seja, tem versões para Linux, Mac e Windows) e funciona. Saiba mais e faça seu download na página oficial do Songbird.

Referências: Songbird 1.0 is Here! e Songbird chega, finalmente, à versão 1.0.

Dê um look Aqua ao seu Windows

Você gostaria de ter um Mac (mas não tem)? Você é um mactard? Você simplesmente acha a interface do Mac OX Tiger bonitinha? Seus problemas acabaram!

Para todos os pretensos Mac Users, Fernando Valente, do AppleMania.info, postou um pequeno guia de como customizar a interface do seu Windows XP de forma que ele fique igualzinho ao Mac OS X Tiger - é claro que ele continua sendo o Windows, então não ache que fazendo isso ele ficará estável, leve ou... bom.

 
Gostou? Veja como fazer!

Para quem achar que seu Windows realmente fica melhor com esses temas, boa sorte; para quem for paga-pau da Apple, boa sorte. Mas, como disse Fernando, lembre-se: "nada de Mac OS X pra você. ;-)"

Referências: Saiba como dar uma cara de Mac OS X a seu sistema Windows
Leituras adicionais: Fantasie seu Firefox de Safari!

“Em frente ao computador não estamos mais somente diante de uma máquina, mas, sim, em uma relação com uma ‘tecnicidade’ diferenciadora, distinta de todas as anteriores, pela qual se torna possível uma vinculação direta entre informação e cérebro, e independentemente de si, a linguagem é sonora, visual, escrita ou multimídia.”
Não, essa belíssima frase não é minha. Ela pertence à Guilhermo Orosco Goméz, um dos muitos pensadores que se ariscam pelas searas da cibercultura e da compreensão do mundo contemporâneo.

Nestes últimos dias estive alucinado, fazendo uma resenha para uma matéria da faculdade, e terminei sendo obrigado a refletir um pouco mais sobre as relações técnicas que o homem estabelece hoje, principalmente com as novas tecnologias (os meios digitais e eletrônicos). Bem, mesmo que o trabalho não tenha ficado tão bom quanto eu esperava, acho válido falar um pouco sobre ele e minhas incursões no assunto.

As “mudanças tecnológicas, ademais, supõem transformações substantivas nas práticas sociais que geram” diz Goméz, mas é válido também ressaltar que a recíproca é tão verdadeira quanto: as práticas sociais, as apropriações, definem os usos da tecnologia – e seu futuro. Dentre muitos e muitos exemplos que posso utilizar, vou escolher o mesmo que Stephen Johnson usou em seu livro, Cultura das Interfaces: o fonógrafo.
Em seu conceito primeiro, o fonógrafo, inventado por Thomas Edison, tinha como finalidade armazenar conversas telefônicas – entendam: a intenção de Edison era dar um corpo àquele intercâmbio fugaz de informações, que se findavam no tempo e espaço assim que uma das partes desligava o aparelho. Mas, como hoje sabemos, isso não passou de uma pretensão; Edison não contou com uma simples – é bem fácil dizer isso agora – probabilidade: àquela dos usuários não quererem registrar suas conversas ao telefone.

Bem, talvez os anos de existência do telefone ainda não tivessem sido suficientes para a instantaneidade e espontaneidade que lhe são (intrínsecas) características terem se consolidado ou talvez as pessoas simplesmente quisessem um momento de privacidade, mas, independentemente da razão, o fato é que o fonógrafo não vingou. Porém não era difícil ver que a invenção de Edison tinha potencial, então logo ela foi apropriada de outras formas... e o dispositivo terminou por se tornar um aparelho de reprodução em massa.

A própria sociedade se encarregou de dar uma finalidade para a invenção, uma finalidade que, apesar de não a inicialmente pensada, supria suas necessidades e fazia da invenção algo mais significativo do que poderia jamais poderia ter sido – afinal o que foi mais importante, a secretária eletrônica ou o LP?

E o fonógrafo, “assim ou assado”, mudou o mundo. Antes dependente do telefone, ele desenvolveu um fim, uma linguagem, um caráter social, um posicionamento econômico e um formato completamente distinto deste. E, ainda assim, mudou o mundo porque a “tecnologia remete, hoje, não a alguns aparelhos, mas, sim a novos modelos de percepção e de linguagem, a novas sensibilidades e escritas.” – não, essa frase também não é minha, mas sim de Jesus Martín-Barbero.

Vamos atualizar um pouco este debate – convenhamos que o fonógrafo não é o tema mais atual do mundo. Gómez propõe que os novos meios de comunicação se inserem na sociedade reconfigurando todos os outros, não os eliminando – ou programando sua obsolescência, como coloca Pérez de Silva. Não é difícil ver os meios coexistindo: os jornais estão diminuindo cada vez mais, matérias se tornaram apenas leads que remetem ao site do veículo; concursos que antes eram feitos por telefone e, agora, on line, são anunciados constantemente nos intervalos comerciais da televisão, entre outras milhões de formas de integração que presenciamos; forma-se hoje o que Martín-Barbero chama de “ecossistemas comunicativos”, ambientes de comunicação múltiplos, mais ricos, complexos e de maior interação entre si. Em oposição à visão altamente fatalista de Pérez de Silva, Goméz acredita que “a chegada de um novo meio ou tecnologia não supõe necessariamente, nem tampouco imediatamente, a suplantação do anterior”, basicamente por que os meios (e tecnologias) não implicam apenas em aspectos técnicos e instrumentais, há relações e valores socioculturais intrínsecos a eles e a velocidade de transformação destes não corresponde à dos primeiros. Não podemos esquecer também que a implantação e compreensão de uma nova tecnologia exigem tempo para que os usuários possam se adaptar (ou não) – principalmente porque as funções de cada meio são distintas e atendem a necessidades diferentes das anteriores (e não a todas elas).

Não tem exemplo melhor hoje da convergência e interação entre meios que o YouTube. O site já possui potencial para transformar um computador em uma espécie de televisão digital (agora, inclusive, contando séries e filmes dos estúdios MGM na íntegra), mas muitos usuários não fazem uso do serviço pois alegam que sua interface dispersa sua atenção – o que é muito natural pois, em primeiro lugar a tela do computador, e a distância que o usuário mantém dela, não são apropriadas para assistir filmes e, em segundo lugar, o site não foi idealizado (nem construído) para vídeos de longa duração. Aplicando a idéia de Goméz num escopo menor, as mudanças subseqüentes – que exigem readaptações não só dos usuários, mas das outras tecnologias – ao YouTube, podem ser vistas no AppleTV – um media center da Apple que é ligado ao aparelho de televisão para dar acesso, entre muitas outras coisas, a mídia digital. Reconhecendo a visibilidade e importância que o YouTube adquiriu no mundo, a Apple o “integrou” à AppleTV, provendo-lhe, inclusive, de uma interface mais apropriada ao meio – à televisão.

Na década de 1970, um engenheiro da Intel expôs, em reunião com o Conselho de Diretores da empresa, suas expectativas futuras para a computação (que não era pessoal na época) e propôs à empresa a fabricação de um computador que não fosse um mainframe, mas sim algo menor, destinado a uso doméstico. Como conta Johnson, tudo dependia de uma única resposta para uma pergunta feita pelo Conselho: “que iriam as pessoas fazer com esses computadores pessoais?” e “a perspectiva mais convincente que apresentou envolvia o arquivamento de versões eletrônicas de receitas culinárias. De todas as aplicações que acabaram por ser concebidas para o computador pessoal (...) o melhor que lhe ocorreu foi uma versão digital do guisado de atum da mamãe. Foi como inventar a roda e passar imediatamente a demonstrar que esplêndida escora de porta ela dava.”

Hoje acho que a pergunta seria: “que iriam as pessoas fazer sem esses computadores pessoais?” Os impactos da revolução tecnológica foram tão significativos quanto às tantas outras revoluções técnicas ocorridas ao longo da história da humanidade – senão mais. Quando falo “novas tecnologias” não falo de meras máquinas que surgiram, mas sim de possibilidades técnicas. Nas palavras de Martín-Barbero, falo da instauração de um novo “modo de relação entre os processos simbólicos”. E ainda posso falar mais: as novas tecnologias tornam-se constituintes culturais que orientam as formas de produção e de distribuição de bens e serviços – e que trazem consigo novos formatos de comunicação, e até de cognição.

Mandriva 2009: o linux melhor que nunca

"A meu ver, é certamente a mais amigável distribuição Linux já feita, até mesmo para usuários absolutamente leigos, e também a mais completa e otimizada distribuição Linux para desktops, unindo de uma forma muito eficaz robustez, leveza, segurança, e acima de tudo estabilidade." (Frase de gmazk, do DBit.)

Bem, há algumas dias atrás falávamos de Linux e de leigos e, hoje, terminei por me esbarrar em um post no DBit que falava sobre a distribuição Mandriva One 2009 e as características que o fazem um bom sistema para iniciantes. Fiquei realmente impressionado com as considerações do autor e - principalmente por se tratar de uma distribuição que eu já usei e gostei bastante - não pude deixar de colocá-las aqui.

Como não vejo necessidade de mudar uma vírgula no texto, tomei a liberdade de selecionar algumas partes post original (que considerei mais relevantes) e citá-las integralmente, alterando apenas sua ordem - tenho certeza que o gmazk não se sentirá lesado de qualquer forma porque atribuo totalmente a ele os créditos deste texto muito bem elaborado, tanto na parte técnica quanto na escrita em si. 
 "O sistema operacional Mandriva One 2009 é distribuído no formato LiveCD, o que significa que você pode rodar ele em sua máquina, conhecê-lo e testá-lo sem modificar absolutamente nada em seu atual sistema, apenas iniciando sua máquina com o LiveCD no seu drive de CD ou em um pendrive."
 "(...) é uma distribuição extremamente bem desenvolvida e de altíssima qualidade, como por ter, a meu ver, um diferencial importantíssimo no que diz respeito à utilização do sistema por pessoas que nunca sequer tiveram contato com Linux (diferencial que a maioria das pessoas atribuem erroneamente apenas ao Ubuntu, que a meu ver não consegue atingir a mesma qualidade e facilidade de utilização que o Mandriva One 2009 possui)."
"O reconhecimento e suporte a hardware da distribuição se mostrou fantástico. Ele reconheceu todo o hardware das quatro máquinas em que já instalei o sistema, inclusive o hardware do meu recém chegado netbook EeePC 1000H (...)"
"Um dos detalhes que chamou minha atenção, foi o cuidado que os desenvolvedores tiveram em implementar uma funcionalidade que apresenta ao usuário no momento da instalação a opção de remover automaticamente todo o suporte a dispositivos de hardware que sua máquina não possui. Desta maneira, o instalador otimiza ao máximo o sistema para a máquina em que está sendo instalado, sem que o usuário tenha que ter conhecimento técnico sobre sua máquina ou sobre Linux, e sem que tenha que tomar nenhuma decisão complexa."
"Além de todas essas vantagens, a funcionalidade da distribuição que mais me chamou a atenção foi o Mandriva Control Center (ou Centro de Controle Mandriva), que é um utilitário que permite até mesmo ao usuário mais leigo, administrar quase tudo que existe em seu sistema… Ele torna super fácil e rápido (no bom estilo clique, clique, e pronto) configurar e implementar funcionalidades como gerenciamento e configuração de hardware, gerenciamento e configuração de rede, administração remota, ferramentas de compartilhamento, ferramentas de segurança, etc… É uma central de gerenciamento do sistema muito bem organizada e de utilização muito fácil, com uma boa orientação para guiar o usuário de forma super simples na implementação e configuração de tarefas que poderiam representar um pesadelo para iniciantes em outras distribuições."
"Mais um detalhe que me impressionou bastante no Mandriva One 2009, foi a facilidade de configuração e administração de TODO o sistema, sem a necessidade de fazer absolutamente nada via comandos de texto no terminal."
Tudo que havia para ser dito foi, efetivamente, dito. Convido então os interessados (e os curiosos) a conferir o post Mandriva One 2009 - *O* desktop Linux - a versão original, com as impressões do autor na íntegra.
Mesmo sem ter testado o sistema (ainda), minha experiência com as versões passadas no Mandriva me permitem concordar completamente com o gmazk - em meus testes ele se mostrou um sistema operacional tão maduro (e, principalmente, estável) quanto o Ubuntu, senão mais.

Se fosse feito por mim, talvez esse fosse mais um post da coleção "o Linux não é um 'lobo mau' tão feroz quanto aparenta", mas, como não foi, talvez soe menos pretensioso.
"Para quem nunca utilizou essa distribuição, e PRINCIPALMENTE para quem nunca utilizou um sistema operacional Linux, recomendo que façam o download desta excelente distribuição e experimentem."

Referências: Mandriva One 2009 - *O* desktop Linux.

Dolphin: o gerenciador de arquivos

"The developers have focused on the functionality of Dolphin - being a file manager." (destaque meu) disse Tomasz Dudzik, da polishlinux.org.

O Dolphin é o gerenciador de arquivos padrão do KDE4, que veio substituir o Konqueror (um ótimo software que a partir desta versão do KDE, passou a ser somente navegador web). Eu não tenho grandes experiências com o Dolphin, mas, nas poucas vezes que o usei, fiquei bastante satisfeito - principalmente quando comparado ao Nautilus, que, na minha opinião, deixa bastante a desejar. Além de ser bastante estável (o que chega  a ser surpreendente quando se trata do KDE), oferece muitas funcionalidades que fazem sua utilização ser bem eficiente, como previews e ícones de 16x16 até 256x256, pré-visualização rápida de imagens e painéis configuráveis (para exibição de árvores de arquivos ou informações sobre arquivos).

As possibilidades de alteração da interface para a navegação de arquivos e sua variedade são pontos fortes que merecem ser destacados. O Dolphin permite desde dividir no meio o espaço de navegação (podendo assim visualizar simultaneamente dois caminhos independentes) até alterar os modos de navegação (e apresenta várias opções: desde a tradicional árvore até as colunas do OS X) - além das personalizações que podem ser feitas pela adição de painéis que podem ser atalhos para caminhos, informações sobre arquivos ou até um pequeno terminal.
O Dolphin faz a navegação por entre arquivos ser realmente muito mais simples, intuitiva, suave e agradável.
Este software conseguiu está entre aqueles que ainda me enchem os olhos no KDE, assim como o Amarok e o K3B; se quiserem saber mais sobre suas funcionalidades é só dar um olhada no post do Dudzik.

Referências: KDE4 apps: Dolphin e Aplikacje KDE4-Dolphin.

Os "5 Motivos que te impedem de usar linux" são BALELA!

É admissível dizer que usar sistemas baseados em Linux não é para qualquer um. Aliás, essa é uma colocação já sustentada por diversos argumentos, então não são necessários outros (sem o devido fundamento) para tentar ratificá-la.

É perfeitamente visível que, mesmo com a filosofia de "linux for human beings", o Ubuntu, e outras distribuições, ainda apresentem alguns empecilhos que impossibilitam seu uso "massivo" - empecilhos, principalmente culturais e da parte dos fabricantes de hardware; mas esta é uma discussão grande, penosa e na qual não carece entrar agora (até porque já está espalhada por toda a internet).
No post 5 Motivos que te impedem de usar linux, do blog iCaju, são apontados alguns motivos para a não adoção de sistemas linux por leigos e eu gostaria de responder à todos eles com mais espaço e conforto do que um comentário poderia permitir, então redigi este texto.

De antemão, gostaria de esclarecer que esta não é réplica inflamada, ou algo do tipo, mas apenas uma forma de sanar alguns equívocos bem comuns a newcomers - até porque os próprios autores do blog afirmam que a intenção do post "é apenas mostrar alguns problemas a serem corrigidos", inclusive eles próprios são simpatizantes do linux, chegando a dizer que gostariam "de algum dia utilizar um sistema Linux como (seu) principal SO".
Bem, vamos explorado ponto-a-ponto:

1-Compatibilidade com o hardware:
Esse se não o maior, foi um dos maiores problemas. Na hora da instalação tudo normal, HDs reconhecidos, mouse, teclado, o sistema estava rodando. Mas não rodava em sua capacidade total, rodava apenas o básico. Extras não funcionavam. Um exemplo básico é o compiz, que não funcionou em nenhum dos dois computadores testados. O Ubuntu apresentou uma incompatibilidade com a placa de vídeo, talvez fosse coisa simples de resolver, mas não para um usuário de primeira viagem. Além desse existem outros problemas de compatibilidade, como o modem dial-up, impressoras, mesas digitalizadoras, webcams, iPods, entre tantos outros.

Este é um aspecto realmente crítico em relação ao Linux - apesar de não me referir ás placas de vídeo e sim à periféricos, como pautei aqui recentemente. O Ubuntu é bem espertinho quando se trata de placas de vídeo: ele as identifica e busca o driver apropriado mesmo que este seja proprietário (como é o caso da NVidia no meu computador). O que é mais recorrente, e preocupante, é a falta de drivers para componentes. Como diz o post Minha "lista de desejos" para o Linux, do site MarcusVBP, os fabricantes de hardware não dão atenção suficiente aos sistema linux e não lançam drivers para seus produtos - isso sim é um problema.
"Isso não é culpa do Linux, e sim das empresas, que estão presas em um círculo vicioso: Elas não lançam Drivers para o Linux porque não existe uma massa de usuários significativos usando o sistema; novos usuários não aderem ao sistema porque seu equipamento não possui driver."
E, no fim, quem paga o pato são os usuários (finais).
2-Instalação de pacotes/programas:
Das distros que testei e usei por algum tempo, ou pelo menos tentei usar, o Ubuntu é a que oferece mais facilidades. Isso se o programa desejado estiver nos repositórios. Caso queira instalar uma versão beta do Firefox, ou uma versão mais atual de outro programa qualquer as dificuldades serão maiores, pois as atualizações dos pacotes demoram um certo tempo até chegar aos repósitórios. Será necessário um certo conhecimento que quem usa pela primeira vez não tem. Comparando com Windows, a dificuldade seria como copiar um arquivo pela linha de comando, sem saber usá-la. Ao contrário do Ubuntu, o OpenSUSE, que também testei, apresentou problemas até para a instalação pelo repositório. Instalação essa que ocorreu sem sucesso. As diversas extensões como: .rpm, .tar.gz confundem na hora de decidir qual o download certo para o sistema.
Acho que a primeira pergunta aqui seria: porque um usuário leigo iria instalar uma versão beta de algo?
As distribuições linux são famosas pela sua estabilidade e este é um dos motivos para isso: os programas que vão para o repositório (do Ubuntu, por exemplo) já foram exaustivamente testados (não só pelas empresas mas por usuários mais experientes) e reparados. Não há necessidade alguma de um usuário comum optar por um programa que ainda não passou por este processo.
Já o tempo que demora um programa para constar nos repositórios é um problema. Mas é válido lembrar que, além do sistema centralizado de instalação e remoção de software, há também o modo tradicional de instalar um programa; método comum aos usuários de qualquer sistema operacional: download na internet e duplo clique. Esse nunca falha. Alguns sistemas linux possuem empacotamentos de programas diferentes, com o citado RPM, mas a grande maioria dos sites disponibilizam um empacotamento para cada distribuição; basta selecionar o relativo à sua distribuição - no caso do Ubuntu, vários sites ainda apontam que o mesmo pacote do Debian pode ser usado. É um processo bem similar a quando se escolhe entre versões do Windowns (agora XP ou Vista). Sem maiores segredos.
3-Compartilhamentos de rede:

Compartilhar arquivos pela rede também não foi muito fácil, ainda mais sendo essa rede entre Windows e Linux. Os computadores Windows até são vistos pelos computadores Linux, porém, além de não conseguir acessar os arquivos pelo Linux, as maquinas Windows não enxergavam as Linux.
Aí estão searas pelas quais nunca me aventurei, mas as poucas experiências que tive neste aspecto foram supridas pelo Samba. Bastou ativá-lo nas opções administrativas do Ubuntu (e esperar o download) para que eu tivesse acesso a minha rede Windows sem diferença alguma - já se a máquina com o Ubuntu era vista pelos computadores com Windows eu realmente não sei porque não cheguei a verificar isso.
4-Acesso de arquivos na partição Linux:
Vamos imaginar que você usou o Linux e lá você baixou um vídeo. Agora no Windows você quer pegar esse vídeo. Solução ideal: É só abrir a partição do Linux e ir até a pasta onde o vídeo foi salvo. Se fosse fácil o Linux teria mais usuários. Eu, claro, estaria entre eles. Na realidade, na hora de acessar uma partição Linux, o que acontece é que o Windows não vê essas partições. Porém o contrário acontece e isso facilita um pouco as coisas, mas não resolve meu problema.
Espera aí amigo! Uma pesquisa de um minuto no Google não faz mal...
Primeiramente, o problema aí está na incapacidade do Windows de acessar sistemas de arquivo que não sejam FAT32 (como pendrives, por exemplo) ou NTFS (como o disco onde fica o Windows) não no Linux -  e não precisa ser o usuário mais experiente do mundo para perceber isto.
Como objetivo aqui é resolver "problemas" (e não criar outros), a resposta é: existem muitos programas que dão ao Windows esta funcionalidade. Um deles é o Ext2IFS - programa que eu uso.
Sua instalação e manipulação é muito fácil. Basta instalá-lo e ele torna visíveis as partições que você escolher (não só com possibilidade de leitura, mas também de gravação), exibindo-as como se fossem discos rígidos - eu, particularmente, uso apenas o recurso para ler, pois tenho medo do que o Windows pode fazer.
5-Compatibilidade com extensões proprietárias, softwares proprietários e etc:
A utopia imaginada pela comunidade do Ubuntu de que é possível usar um sistema operacional livre de softwares proprietários atrapalha na hora de navegar na internet. O problema mais comum é o Flash. No Ubuntu não consegui fazer com que os vídeos do YouTube pudessem ser vistos. Para quem tinha acesso ao Big Brother pela internet, não era possivel assistir ao programa, devido a essa incompatibilidade.
Isso é realmente um problema para leigos...
No Ubuntu, este problema persiste até o usuário descobrir que tudo que tem que fazer é ir no gerenciador de pacotes e buscar pelo pacote "Ubuntu-Restricted-Extras", que ativa todos os recursos proprietários - incluindo os multimídia. Outra opção também é fazer o donwload do script "Ubuntu Perfeito", que permite ao usuário instalar todos os recursos que deixarão seu Ubuntu completo apenas selecionando seus nomes em uma caixa (imagem ao lado, clique para aumentá-la).
Mas sim, eu tenho que admitir que essa mania de open-source (sem apresentar nenhuma opção com drivers proprietáário, como faz o Mandriva) é algo bem chato do Ubuntu.

Bem, tenho que ressaltar que tudo que indiquei acima foram dúvidas que tive assim que migrei de sistema, porém bastou uma rápida consulta ao Google para saná-las - mas tudo bem, não estou cobrando que os usuários finais de todo o planeta façam o mesmo. Também é válido salientar que tudo foi feito sem a utilização de linhas de comando - até porque eu também não sei lidar com elas.
Penso que uma réplica como essa se torna ainda mais interessante quando parte de um usuário tão leigo quanto o que levantou os questionamentos - ou mais, afinal eu curso Comunicação Social e não Ciências da Computação.

Mesmo relativamente leigo descobri que o Linux não é um "lobo mau" tão feroz quanto aparenta.

Referências: 5 Motivos que te impedem de usar linux, Minha "lista de desejos" para o Linux e Script Ubuntu Perfeito.

Se não sabe não faça...

... é o que eu sempre digo.

Contrariando todas as esperanças dos mactards que achavam que a Apple seriam a primeira empresa a lançar um notebook multi-touch, a HP lançou recentemente o HP TouchSmart tx2, um notebook (conversível em tablet) com famigerado suporte a toques múltiplos.

É inegável que a máquina possui um boa configuração: processador AMD Turion X2 Ultra Dual-Core (de até 2.4GHz), até 8GB de memória, disco rígido de até 400GB, placa de vídeo ATI Radeon HD 3200 (com até 64MB de memóica dedicada), tela de 12" sensível ao toque, webcam integrada, leitor de impressões digitais, wireless-N, bluetooth e LightScribe 8X DVD+/-RW (com Double Layer Support).
Mas, sejamos realistas: suas configurações pouco importam - sim, por melhor que sejam, pouco importam. O que realmente importa é seu suporte a múltiplos toques - com o iPhone e o iPod Touch, tocar se tornou uma febre mundial. Para começar a falar de seu desempenho é preciso apenas dar um olhadinha no vídeo feito pela Laptop Magazine:
Resumindo o que já deve ter sido percebido: o suporte multi-touch simplesmente ainda não funciona corretamente - ou, pelo menos, do modo que julgamos correto. Aliás, convenhamos que repetição (contínua) de movimentos e a necessidade de segurar a tela para que os toques sejam reconhecidos não é um bom exemplo de eficácia, ok? Para aqueles que já viram os gadgets multi-touch da Apple em ação o HP TouchSmart tx2 é realmente frustrante.

A galera do Faz Caber colocou as mãos no HP Touchsmart, o desktop com capacidade multi-touch que precedeu este notebook, e também não teve um boa impressão dele - na verdade, a equipe acha que "a tecnologia ainda parece engatinhar". Um pouco diferente de sua versão portátil, o computador conta com o Windows Vista e um software operacional feito pela HP chamado Touchsmart.
Fazer alguma coisa "séria" com a máquina foi tortuoso:
"Agora quando o negócio é operar o Windows e os programas clássicos deles (incluídos aí os que usamos para fazer Design Gráfico) é que a coisa complica. O Windows Vista, com seus menus pequenos e ícones muito próximos, ainda é um sistema feito para ser operado via mouse e fica díficil o clique com os dedos."
Obviamente, isso se aplica não só para o Windows, mas para todos os seus programas voltados à produtividade - a exemplo do Photoshop e do InDesign, utilizados pela equipe do FazCaber. O Touchsmart parece realmente ser muito bom, sua interface é bem amigável, dinâmica e de fácil manipulação; porém ele é essencialmente doméstico, possuindo aplicativos multimídia, agenda, jogos, nada efetivamente importante do ponto de vista de um profissional.

Talvez o buzz que a máquina gerou seja mais importante que sua utilidade em si, não?

Referências: Vídeo do TouchSmart tx2 mostra que a HP ainda tem muito trabalho pela frente e O teste com o HP Touchsmart.

Did You Know?

E os tempos mudam...

Karl Fish atualizou seu famoso vídeo "Did You Know". Para quem não sabe, o vídeo é uma espécie de balanço crítico-estatístico do cenário mundial, abarcando tanto aspectos sociais quanto econômicos (e também falando bastante de tecnologia e seus impactos na humanindade).

O vídeo é muito interessante, ainda quando se toma a base comparativa dos vídeos anteriores (este e este) e percebe-se a evolução (preocupante) dos números - e como o Rafael Fischmann, do blog MacMagazine, apontou: "a evolução tecnológica é estrondosa".

Referências: Saiu o “Did You Know 3.0”, edição 2008: imperdível!.

Compatível com Linux?!

Difícil...

Não é novidade alguma, especialmente para os usuários de alguma distribuição Linux, que (quase) nunca se sabe quando um periférico é compatível com o Linux ou não.

É muito comum ver nas embalagens destes produtos a janelinha do Windows (ou até a carinha feliz do Finder, do Mac) anunciando sua compatibilidade com o sistema (seja através de drivers ou sem eles); mas a compra de um periférico para uma distro linux exige, no mínimo, alguns dias de pesquisa - e alguma coragem também. Quando o dispositivo não é desenvolvido utilizando os padrões da porta USB é quase certo que não se achará um driver - e, mesmo que achemos, sempre há a possibilidade deste ser "usável", porém ainda em fase de construção (como acontece, até hoje, com a webcam imbutida do meu laptop).

Eu mesmo já fiz aqui um relato bastante detalhado sobre dois destes casos ao me surpreender com a compatibilidade não-anunciada da minha máquina fotográfica e do meu adaptador USB para controles de PlayStation com o Mandriva Linux.
É um verdadeiro exercício de advinhação para os leigos.

 Mas tive uma surpresa ainda maior ao me deparar com a foto da embalagem de um joystick USB (clone do joystick do Atari 2600...sim, bem old-school mesmo) com uma etiqueta, ao lado do logotipo do Finder, escrito "Linux". Na página oficial do fabricante há ainda o aviso "Linux Compatible", explicando a razão desta compatibilidade (que seria a feitura do produtos dentro das especificações "Standard USB", dispensando uso de qualquer espécie de driver).

Referências: Linux on the Label! e :: Legacy Engineering Group :: (página oficial).

O título já é bastante auto-explicativo.

Do dia 11 ao 13 de novembro aconteceu na Universidade Federal da Bahia o Seminário Interativo Ensino, Pesquisa e Extensão. Evento foi uma inciativa da Pró-Reitoria de Extensão da UFBa e seu principal objetivo é difundir os trabalhos acadêmicos da UFBA e de outras instituições de ensino. O evento contou com atividades sócio-culturais, realização de oficinas temáticas e apresentação de pôsters.

Entrando na nossa área de interesse, houveram muitos trabalhos muito legais como os pôsters "A Interatividade no Jornalismo Online: Alguns Apontamentos Conceituais", de Samuel Barros e Verena Paranhos e "Análise da Cobertura Jornalística da Epidemia de Dengue pelo Webjornal Folha Online", de Marcel Ayres.

Eu tive dois pôsters expostos no Seminário Interativo, ambos derivados dos ensaios A Era do Mobile Marketing e A síndrome do déficit de atenção e as interfaces gráficas publicados anteriormente neste blog
Infelizmente, eu fiquei doente no período de exposição e não pude dar explanações nem trocar idéias com os espectadores e os outros participantes, mas, ainda assim, foi um boa experiência; e mais que isso: uma oportunidade não apenas para mim, mas para os próprios temas de serem expostos e postos á reflexão. Ambos os trabalhos seguem abaixo.

(clique nas imagens para ampliá-las)
Espero aumentar a coleção no próximo seminário...

Referências: Seminário Interativo UFBa - Jornalismo Online, Revista Veja, Mobile Marketing, Interfaces Gráficas e Moda Afro-Baiana.

AC/DC faz um clipe em... Excel?

A apropriação das novas tecnologias pela publicidade não é novidade...
... e, às vezes, as essas tecnologias podem nem ser tão novas assim.

Utilizar-se de um novo meio, ou uma nova ferramenta, para fazer um viral é muito comum, mas a banda AC/DC foi um pouco além disso ao anunciar sua volta ao mundo da música. A peça lançada pela banda foi, de fato, inédita: eles colocaram on-line "the world's first music video in an excel spreadsheet" (traduzindo: o primeiro clipe do mundo em um arquivo de excel). É claro que um clipe feito no Excel não vai concorrer ao oscar de melhores efeitos especiais, mas isso não importa porque sua "graça" não é essa. O grande diferencial dele foi utilizar uma ferramenta "velha" e não tão comum assim (como os processadores de texto, por exemplo) para um fim tão distante de seu uso habitual.

"E o target da banda são apenas secretárias e os adminstradores que lidam diariamente com o Excel?"
Claro que não. Uma ação viral, inédita como esta, atinge qualquer um que tenha o mínimo de curiosidade e se deixe chamar atenção - e acreditem que muitas e muitas pessoas ao redor de todo o mundo se encaixam nessa "descrição".

Faça o download do clipe e assista-o em seu próprio Excel!

Referências: AC/DC faz o primeiro clipe do mundo em Excel. e AC/DC "Rock N Roll Train" (página oficial).

Get a Mac ataca de webmarketing!

Mais Get a Mac e mais webmarketing...

Depois de alguns (muitos) comerciais sobre o iPhone, a mais nova peça publicitária da divisão on-line da campanha Get a Mac foi lançada. Seguindo a linha da campanha, a peça é veiculada em um grupo de sites bastante seleto (como na página do New York Times) atravéz de um conjunto de dois banners em flash (que interajem entre si).

Para conferir a peça basta acessar a página do New York Times ou apertar o play do vídeo abaixo.

Desta vez pegaram mais leve (com a Microsoft) ou estou enganado?

Referências: Apple lança novo comercial online da campanha Get a Mac.
Lei
turas adicionais: Get a Mac: PC Newswire!.

Eu conto? Que conto?

Uma estória.
A idéia desta seção é contar uma estória. Que estória? Boa pergunta, eu também não sei.

Uma das grandes vantagens de ter um blog é a possibilidade de publicar, efetivamente, tudo o que você quiser. Bem, eu tenho um grande interesse por publicidade, propaganda, tecnologia, software livre e tudo mais, porém meu mundo não gira apenas em torno disso. A literatura é uma das minhas grandes paixões – na verdade escrever é uma das minhas grandes paixões. Assim sendo, nada mais natural que reservar um pequeno espaço entre as novidades e reflexões sobre o mundo pós-moderno e os avanços tecnológicos aplicados à comunicação para simplesmente contar um estória.

A proposta é simples: o conto (ou série deles, ainda não sei) construído nesta seção será parcelado, fruto não só de meu esforço mas também da colaboração dos leitores. Devido ao meu (não muito bom) histórico com escritos longos, a dinâmica desta seção será a seguinte: eu postarei, aleatoriamente, partes de um conto; depende dos leitores o rumo que o enredo tomará, pois ela não será apenas postada de modo parcelado, ela será escrita assim. Então os leitores podem sugerir e até escrever partes da história – que, por sinal, não precisam ter correlação com as anteriormente postadas, basta relacionar-se no enredo de alguma forma – e eu tentarei encaixar essas construções em um enredo consistente (ou quase isso). Adianto que, se isso realmente acontecer e a “obra” vir a ser publicada (uma enorme pretensão, na verdade) os créditos serão atribuídos aos colaboradores, que constarão enquanto tais.
Resumindo bastante: é um conto livre.

Como nada sabemos sobre a história ainda, não podemos escolher um título; portanto o título provisório do conto será sua única (e espero que última) imposição: Incógnito, O Conto.

A idéia não é original, é pautada na idéia de colaboração, em voga principalmente pelo novo paradigma da web que presenciamos hoje. Apenas ouvir já não é o bastante, então esta iniciativa não é nada mais que uma maior abertura da possibilidade de fala.
Portanto falem, se quiserem.