O Altcore agora é Intermídias!

O Altcore agora é Intermídias!
O Altcore deu lugar a um novo blog, confira. O Intermídias é um espaço para se perceber, analisar e discutir as mudanças que as inovações tecnológicas, e os próprios os meios digitais, trazem à comunicação – em especial à prática publicitária.
Mostrando postagens com marcador Mac OS. Mostrar todas as postagens
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A Metáfora do Desktop

Hoje o desktop, a área de trabalho, é a coisa mais natural do mundo - não podemos começar a operar o computador até vê-lo. Mas já pensaram no que realmente é o desktop?
 
 Quando Engelbart apresentou ao mundo a interface gráfica, ou GUI (do inglês, Graphical User Interface), ele demonstrou, na verdade, um modo de sintetizar, funcional e semanticamente, os complexos comandos escritos em representações gráficas e iconográficas - ou seja, a possibilidade de se compor uma interface a partir destas representações.
Aquele que explorou esta possibilidade foi Alan Kay (fotografia ao lado), do Stanford Research Institute (SRI). Além de desenvolver a capacidade de sobreposição de janelas (um passo de importância incomensurável para a consolidação das GUIs), Kay encontrou uma forma de organizar e materializar uma infinidade de bits (a informação) de modo que pudéssemos, de fato, entendê-la e, deste modo, interagir mais intuitivamente: a metáfora do desktop. A tela então passou a ser uma escrivaninha na qual papéis (janelas) sobrepunham-se e alternavam-se conforme sua utilização pelo usuário. Enquanto metáfora, é óbvio que a relação que o usuário tem a área de trabalho de seu computador não é a mesma que tem com sua escrivaninha - como não trata seu mouse como um rato. A metáfora do desktop é eficaz porque cumpre sua função de estimular relações de remetimento pelas quais o usuário (principalmente o leigo) se aproxima mais da experiência computacional; por simples associação, se torna quase óbvio que um arquivo estivesse contido em uma pasta e que você pudesse, a qualquer momento, arrastar esta última e mudá-la de lugar na sua área de trabalho - assim como vira natural arrastar um arquivo de uma pasta para outra para movê-lo. As pequenas ilustrações de pastas faziam os usuários lembrarem de pastas "reais", mesmo não funcionando exatamente como tais; foi isso que fez a metáfora tão forte e bem sucedida.

O desktop de Kay (imagem da patente à direita) teve seu ápice na adaptação\aprimoramento feita para o Macintosh, com seus menus, ícones e pastas que constituíram um padrão que as interfaces gráficas computacionais seguem até hoje. E, salvaguardando algumas mudanças conceituais ínfimas (e uma série de mudanças estéticas até significativas), as GUIs que conhecemos hoje ainda são as mesmas que surgiram nos anos 80, não houve nenhuma mudança em seu conceito.

Vemos hoje que o 3D já invande as áreas de trabalho convencionais. Graças ao crescente desempenho das placas gráficas (GPUs), a última tendência em desktops hoje são os "toques" em terceira dimensão - não uma completa transformação da área de trabalho, e sua manipulação, para três dimensões, mas apenas alguns elementos, com os alternadores de aplicativos. No Linux, a maior referência é o Compiz Fusion, que tem uma gama de recursos de visualização (e operação) do desktop em 3D, como já falei anteriormente; no Mac temos uma sério de efeitos de minimização de janelas, entre outros, e recursos como o Exposé; e (até) o Windows Vista ganhou o Aero, com suas janelas transparentes e o Alt+Tab turbinado.
O Bumptop e o Shock Desktop 3D tornam possível organizar seus arquivos e aplicações no seu desktop totalmente em três dimensões.

Mas, mesmo com múltiplas áreas de trabalho dispostas em forma de cubo (ou cilindro), janelas transparentes, janelas instáveis, alternadores de aplicativos com thumbnails animadas, e tudo mais de 3D que um desktop possa ter (como o vídeo acima), não se enganem. No fundo, ele é o desktop de Alan Kay.

Referências: Reimagining the Future of Your Desktop, in 3D.
Leituras adicionais: A síndrome do déficit de atenção e as interfaces gráficas.

MarioPaint Composer

O Fernando Valente fez um achado, no mínimo, curioso por esses dias.

Procurando um clipe de uma música muito legal, terminei achando um videozinho de uma composição feita com o MarioPaint.
No início não consegui identificar o que era, mas parecia algum compositor tosco da Nintendo made for children - quem teve Super NES deve se lembrar do MarioPaint. Era um compositor bem tosco e infantil de músicas do Mario Bros. Mas aí uma empresa que desenvolve games "deslegais", a UNFUNGAMES, fez um remake do MarioPaint com versões para Mac OS X e Windows - obviamente ele é grátis, afinal é uma cópia, ainda que bem parecida com o original. O programa, feito com o Adobe Director (ex-Macromedia Director), tem uma interface tipicamente infantil.
O mais engraçado é que dá pra fazer alguma coisa com este software. Dá pra fazer algumas musiquinhas que parecem muito com os toques de celular bem antigos. Claro que dá trabalho e leva muito tempo, mas se você é nostálgico, vale a pena baixá-lo. Vejam o que este programa é capaz de fazer:
Michael Jackson - Thriller

Tema do Indiana Jones

Tema do Star Wars

Tema do Lonney Tunes

Tema do Pac-Man
É um ótimo programa para a molecada se divertir e para o resto relembrar a infância.
Quer saber mais? Quer fazer o download do MarioPaint Composer? Visite sua página oficial.

Mais 44 programas gratuitos para Mac!

É, a saga continua.

Depois de publicar a primeira parte de uma coletânea que promete reunir 100 aplicativos totalmente grátis, o Hongkiat nos apresenta a continuação da coletânea, com mais 44 aplicativos (gratuitos, só para reforçar, e) úteis para os usuários Mac - que, por ironia, quando somados aos 51 da parte anterior, não somam 100, segundo minha contagem...

Mantendo a estrutura da primeira publicação, são apresentados todos os 44 programas acompanhados de suas screenshot e descrição, desta vez dividos nas categorias Security (segurança), Audio and Video (aúdio e vídeo), Graphics and Image (Gráficos e Imagem) e Internet and Utilities (Internet e Utilitários).
Como na relação anterior, nos atemos com muitos programas conhecidos como o Audacity (gravador e editor de sons), o VLC Player (reprodutor de vídeos com suporte a muitos formatos), o GIMP (editor de imagens, que eu, particularmente, não gosto), o Mozilla Firefox (precisa mesmo dizer o que é?), o Transmission (cliente de torrent muito utilizado no mundo linux) e o Vuze (cliente de torrent muito famoso sob o nome antigo de Azureus). Ainda há aqueles aplicativos meio "obscuros", mas que vale a pena dar uma olhada, como o: 

Handbrake (Audio and Video)
Converte DVD para MPEG-4.
 Inkscape (Graphics and Image)
Editor de desenho vetorial opensource - similar ao Illustrator, Freehand, CorelDraw, or Xara X.
Classic FTP (Internet and Utilities)
Faz download, upload, apaga e manipula arquivos em servidores remotos ou páginas da internet.
É indispensável a qualquer mac user conferir no Hongkiat o post original com a lista completa com os 44 programas - e, se você não conferiu a primeira parte da coletânea, eu lhe também encorajo a fazê-lo.

Referências: 100 Free Useful Applications for Mac (Part II).
Leituras adicionais: 100 Free Useful Applications for Mac, Part I.

Tunatic: o mágico da música

Uma pergunta do Fernando Valente para vocês: Você já escutou alguma música da qual gostou e quis saber o nome, mas não fazia idéia nem de quem cantava?

Se você respondeu não, é porque você é surdo ou há algo errado. Muitas vezes tentamos prestar atenção na letra da música e procurar no Google, mas nem sempre achamos - visto que há muitas músicas com termos parecidos.

Foi exatamente para isso que criaram aplicativos como o Tunatic. O Tunatic é um software, para Windows (esse bug me enoja, diga-se de passagem) e Mac OS X, que adivinha o nome de uma música se você tocar um trecho. Ele funciona com o microfone do computador, então, caso você tenha um microfone "que não seja lá essas coisas" e possui um computador com caixas de som separadas, é sempre bom botar a caixa de som perto do microfone - também serve se você colocar os fones de ouvido perto do microfone. No meu caso, uso o microfone e as caixinhas de som imbutidas do MacBook e funciona perfeitamente! Awesome! Não sei se funcionará bem se você tiver um daqueles microfones de "doís real" que se acha em camelôs, mas vale a pena o investimento em um microfone decente caso não funcione muito bem. Vejam o Tunatic em ação:
O programa foi testado por mim no Mac OS X Leopard, não sei se funciona bem no Windows também. Vale lembrar que é necessário uma conexão com a internet para que o programa funcione, afinal ele não guarda a base de dados no seu computador.

O Tunatic é compatível com Mac OS X 10.2 ou superior e Windows 2000 e XP (não sei se com o Vista também pois, felizmente, não tive a chance de testar e não há referência alguma sobre isto no site oficial) - e acho que funciona no Linux se você rodar o aplicativo pelo WINE ou pelo CrossOver (faço um post sobre isso depois).
Fica então a dica do Fernando: faça o download do Tunatic na sua página oficial.
Valeu pela colaboração cara!

51 programas gratuitos para Mac!

Não, você não leu errado: são programas gratuitos mesmo.
E não são apenas gratuitos, mas realmente úteis.


A galera do Hongkiat publicou hoje a primeira parte de uma coletânea que promete reunir 100 aplicativos totalmente grátis, e de boa qualidade, para a plataforma Mac.
Segundo o site, a iniciativa é voltada não só para aqueles mac users newbies, que ainda não foram devidamente apresentados à plataforma, mas também para os usuários veteranos - que muitas vezes procuram por alternativas à programas que utilizam (na ilegalidade).

Nesta primeira parte, há 51 programas recomendados, cada qual com sua respectiva screenshot e (rápida) descrição, nas categorias Productivity (produtividade), Tools and Utilities (ferramentas e utilitários), Readers (leitores), System (sistema) e Chat Clients (clientes de mensagens instantâneas).
Na relação constam programas muito conhecidos (e amplamente utilizados) como o Adobe Reader (leitor de PDFs), NewsFire (leitor de RSS), Mozilla ThunderBird (cliente de e-mails), Messeger (instant-messager da Microsoft) e o Skype (instant-messager com melhor suporte a ligações de voz\vídeo). Entretanto, há também programinhas menos populares e, no mínimo, curiosos como o:

SketchBox (Productivity)
Permite adicionar lembretes no seu desktop.
 AppFresh (Tools and Utilities)
Mantém todos os aplicativos, programas, plugins e tudo mais que estiver instalado em seu Mac sempre atualizado.
Burn (Tools and Utilities)
Grava discos (CD\DVD) contando com uma série de opções\funções avançadas.
NeoOffice (Tools and Utilities)
Suíte de escritório completa, baseada no OpenOffice.
Monolingual (Tools and Utilities)
Elimina suporte a idiomas não utilizados pelo usuário, liberando o disco rígido do espaço tomando por elas.
Adium (Chat Clients)
 Mensageiro instantâneo, baseado no Pidgin, com suporte a múltiplos serviços como AIM, MSN, Jabber, Yahoo, entre outros.
Se você é um mac user, dar uma passada no post original e conferir a lista completa dos 51 programas é obrigatório.
A segunda parte da coletânea também promete ser muito interessante, com aplicativos para Internet & Rede, Audio e Vídeo, Imagens e mais ferramentas. Estou no aguardo! 

Referências: 100 Free Useful Applications for Mac, Part I.

Mac Bundle Box: 13 aplicativos por apenas US$49

Mais uma ótima contribuição do Fernando Valente:

O Mac Bundle Box é, basicamente, uma iniciativa para levantar dinheiro para caridade. Como? Simples: estão vendendo um pacote de aplicativos por um preço incrivelmente reduzido.

São 13 aplicativos bem legais para Mac por apenas U$49,00 - aplicativos que, se fossem comprados individualmente, sairiam por nada menos que U$333,82. É isso mesmo: uma economia de U$284,82 no total! Um grande ganho. Isso tudo porque 5% do valor arrecadado vai para um projeto de caridade que visa levar água potável para mais de 1 bilhão de pessoas(!) carentes.

É uma forma de adquirir aplicativos por um bom preço e ainda fazer uma boa ação. Ideal para quem usa cópia pirata e quer legaliza-la ou quem é contra pirataria e acaba usando aplicativos grátis que não prestam ou não são tão bons. São 13 aplicativos bem interessantes que podem vir a calhar.
A tabela abaixo contêm os nomes dos aplicativos e seu preço original. Como dá pra ver, existem aplicativos que, sozinhos, custam quase o valor do pacote inteiro:

Além dessa economia absurda, você ainda ajuda pessoas que não tem água potável.
Entre e compre aqui (e, usando este link, você ainda ajuda o nosso amigo Fernando a ganhar um desconto).

Safari 4: Google Chome fantasiado?

Enquanto a guerra dos navegadores fica cada dia mais tensa...
... e a resposta da Apple ao seu mais novo concorrente, o Google Chrome, não foi das melhores.

Plagiar é um vício. E é um vício do qual é realmente muito difícil de se desvencilhar - não é sem razão que vemos algumas empresas tão entregues a este vício que nenhum tipo de reabilitação é nem sequer experimentada.

Eu não esperava que, logo a Apple, fosse se inclinar para o plágio.
Tudo bem, ninguém "reclamou" quando a empresa aprimorou dos trabalhos desenvolvidos pela Xerox para fazer a interface gráfica do Macintosh (ainda que hajam controvérsias disto), mas isto já é demais:

 
O que é isso? Esta é a barra de títulos (e de navegação) do Safari 4 pra Windows.
É mesmo? Da primeira vez que eu vi acreditei estar olhando para o Google Chrome.
Consideremos que, apesar de plágio descarado escancarado, a incorporação das abas na barra de título seja uma conseqüência da nova tendência que a Google lançou com o Chrome - que, certamente, vai virar "moda" daqui a muito pouco tempo. Isso torna até a coisa um pouco mais aceitável - ou tornaria se as semelhanças parassem por aí. Como se não bastasse, a disposição dos botões, menus e da barra de endereços também é muito parecida (para não dizer igual).

Mas não paremos por aqui: não é só isso que os usuários do Safari podem esperar de extremamente original. Há o um novo recurso chamado Top Sites! O que ele faz? Ele lista os sites mais visitados pelo usuário e os dispõe na página inicial.
 
Sim, bem parecido com as miniaturas das novas abas do Chrome e com o Speedy Dial do Opera.

O AppleInsider publicou um artigo muito interessante dizendo que, com este beta do Safari, a Apple deu algumas dicas do que será mudado na interface do Mac OS X 10.6 (vulgo Snown Leopard). Torço para que eles estejam errados...

C'mon Apple! Todos sabem que você pode fazer mais do que copiar os concorrentes...

Como não cheguei nem perto de abordar questões técnicas do navegador neste post - e também não pretendo fazê-lo em outro - seguem alguns links nas leituras adicionais (logo abaixo) para aqueles que desejarem se informar mais com resenhas e observações sobre o desempenho da versão beta do Safari 4.

Referências: Novo beta do Safari 4: "paga pau" do Google Chrome, no Windows, Apple releases public beta of Safari 4 browser e Apple's Safari 4 UI changes hint at plans for Snow Leopard.
Leituras adicionais: CNET publica benchmarks do Safari 4 Public Beta: 42 vezes mais rápido que o IE!, Dicas, truques, macetes, soluções para incompatibilidades e configurações escondidas do Safari 4 Public Beta, Saiba como proceder caso o Xcode não esteja funcionando corretamente após a instalação do Safari 41Password agora é compatível com o Safari 4 Public Beta.

Counter Strike... em 2D?

Não. Não é um jogo de ação em primeira pessoa - e muito menos com ótimos gráficos. (não é bem um lançamento fenomenal, mas não deixa de ser uma opção...)

Você, com certeza, já ouviu falar de Counter-Strike. Talvez não hoje, mas o título já teve seus tempos de glória - mais precisamente há alguns anos atrás, quando garotinhos fugiam de suas aulas e enchiam as lan-houses de gritos. O jogo foi um verdadeiro estouro - até mais que isso, talvez um marco do descobrimento que era lucrativo montar uma lan-house perto de uma escola...

Mas o assunto aqui não é o Counter-Strike (vulgo CS) em si, mas sua versão 2D,  feita pela Unreal Software. Segundo seu website oficial o Counter-Strike 2D "é mais que um clone freeware em 2D de uma dos mais famosos jogos multiplayerde ação em primeira pessoa de todos os tempos", porém satisfatório se o encaramos deste jeito. podemos o considerar.

Muitos dos componentes mais significativos do jogo original foram mantidos, e isso é que dá a "graça" CS 2D. Há mapas e missões idênticas às do jogo em 3D - sim, há mesmas missões de proteger/matar pessoas ou armar/desarmar bombas nas mesmas favelas - e basta pressionar B para ter a sua disposição um arsenal e uma série de assessórios bem semelhantes aos originais (mas mal nota-se a diferença entre eles quando o personagem os empunha); também não se pode esquecer do recurso multiplayer (que,  além de possuir uma gama de servidores, oferece também a possibilidade de criar um jogo e chamar seus amigos). Até mesmo as vozes e sons, muito característicos do jogo, foram conservados. O jogo é um clone do Counter Strike. 


Porém o joguinho é, obviamente, bem diferente do CS - de formas que o tornam um pouco "tosco", na minha opinião. Pode-se começar com sua visualização: o ponto de vista do jogar é aéreo, o que permite ver o cenário e os personagems como se estivesse sobre eles, mas não permite qualquer tipo de detalhamento em ambos - o que torna a experiência ainda pior. Apesar da similaridade dos comandos, a jogabilidade, naturalmente, não corresponde á do CS - e também deixa a desejar, levando em conta que há até jogos para celular que possuem um manejo bem melhor.

Mas, apesar dos apesares, o jogo é curioso. Sem dúvida é uma adaptação bem interessante - até mesmo fidedigna em suas limitações. Ele é um freeware multiplataforma, ou seja, você pode obtê-lo gratuitamente tanto para Linux, Mac OS X ou Windows na sua página oficial.


Referências: Counter Strike 2D no Linux e Counter-Strike 2D (página oficial).

Netbook da Apple: uma obsessão...

“A Apple lançará um netbook dentro dos próximos dois anos”
Colocação do analista Gene Munster, da Piper Jaffray, que realmente merece um prêmio de (falta de) originalidade.

Depois do boom que foi (é, na verdade) o EeePC, antes de qualquer evento promovido pela Apple um rumor, inevitavelmente, surge: "Será lançado um mini laptop da Apple" - um rumor tão, ou mais, recorrente quanto o de um tablet da mesma empresa.

O mais impressionante é que sempre existem pessoas que acreditam (piamente) e esperam (com toda convicção) pelo pequeno notebook com o Mac OS X, mesmo sem qualquer indício da veracidade desses rumores; e as mesmas discussões partem das mesmas pessoas nos mesmos lugares - chega a ser ridículo.

Por favor, mactards, encarem a realidade: a Apple não vai lançar um netbook porque ela já lançou um, seu nome é MacBook Air. Não é preciso pensar muito para perceber que os conceitos (não características físicas, deixemos claro) de ambos é o mesmo. Qual é a diferença que impede o reconhecimento do MacBook Air enquanto um mini laptop? Simples: enquanto o EeePC, por exemplo, é low-cost, o Air é high-cost - e, sejamos honestos, a Apple não lança nada low-cost, até porque seu público-alvo não precisa disso.
Ainda ressalto aqui a forte impressão (que guardo para mim) de que a empresa não gosta de seguir tendências e sim impô-las - mas admito que esta é uma observação muito subjetiva e particular.

Ingenuidade da parte dos mactards, talvez. Mas, percebendo que não haverá um netbook da Apple tão cedo (sendo otimista, claro), aparecem os "métodos alternativos" - e a obsessão se agrava aqui. A galera do Gadget Lab, da Wired, conseguiu rodar o Mac OS X em um MSI Wind - um netbook com 1GB de memória RAM e 8GB de disco Flash que custa, aproximadamente, 359 dólares. A "gambiarra" funcionou tão bem que, posteriormente, foi feito um tutorial em vídeo (abaixo) ensinando aos "usuários domésticos" como realizar a proeza - e, mais tarde, a Realtek até lançou drivers (não-oficiais, é óbvio) para que o Wi-Fi da máquina funcione corretamente no Mac OS X, liberando seus usuários do cabo Ethernet e devolvendo-lhes uma das principais vantagens de um netbook.

Mas uma questão conceitual ainda incomoda bastante: um mini laptop é uma máquina que tem como principal objetivo o desempenho de tarefas pontuais em mobilidade - como navegar na internet, o que lhe rendeu o apelido de "netbook". O usuário de uma máquina destas busca, antes de qualquer coisa, velocidade e praticidade. Desde que ela seja capaz de realizar estas tarefas - que podem ser feitas em programas extremamente similares como o Firefox e Internet Explorer, para navegação WEB ou o Word e Writer para processamento de texto - pouco importa o sistema operacional, ele se torna uma das últimas preocupações do usuário. Uma prova clara disso é que, mesmo com o Linux Xandros embarcado, o EeePC, quando lançado, vendeu-se de forma avassaladora. Assim sendo, é, no mínimo, estranho ter tanto trabalho para instalar um sistema que possui as mesmas funcionalidades dos outros e deixa apenas 3GB de espaço livre para o usuário - os outros 5GB do Wind são totalmente utilizados para comportar o sistema operacional e suas aplicações. Isto sem considerar que não existem informações consistentes quanto ao seu desempenho, ao gerenciamento de energia e ao tempo de boot, por exemplo - fatores básicos que são muito mais importantes que o sistema operacional em si.

As falsas esperanças continuam e o próprio pessoal do Gadget Lab confirma isso:
"We're hoping to have an Apple product at Macworld, but until then, this will have to do."
Quando é que as pessoas se cansarão de pautar rumores descabidos?
Pelo menos algumas pessoas continuam sãs...

Referências: Putting Mac OSX on a Netbook, OS X Realtek Wireless Driver for MSI Wind Released e Realtek apoia Hackintosh e libera drivers de Wi-Fi para MSI Winds rodando o Mac OS X.
Leituras adicionais: Goldman Sachs rebaixa expectativas para a Apple, não espera novo produto na Macworld e Analistas aguardam um netbook da Apple em breve.

Plágio? Claro que não! Só inspiração...

Algum de vocês já viu a interface gráfica do Windows Seven? Não?!Se vocês conhecem o KDE4, então já viram sim a nova aparência do Windows Seven...

Se o caro leitor é um daqueles que criticam a comunidade do software livre e a acusam de plágio, segue aqui uma pequena, mas saudável, recomendação: olhe um pouco para o seu próprio umbigo.
Críticas deste cunho, principalmente relacionadas com as interfaces gráficas das distribuições Linux, são muito comuns, até dentro da própria comunidade, e há cismas profundos nesta discussão. Uma das principais problemáticas é quanto ao K Desktop Environment (KDE) e sua origem (e permanência até a versão 3.5, segundo alguns) enquanto um simples imitação da interface gráfica do Windows. Mas temos de convir que a história não é tão simples assim, afinal o próprio Windows não foi tão original em sua época. Sua interface foi apenas uma cópia piorada do Macintosh; que, por sua vez, foi o resultado aprimorado dos trabalhos desenvolvidos pela Xerox (baseados no conceito e nos protótipos de Douglas Engelbart). Resumindo: é impossível afirmar, de maneira tão simplista, que o KDE foi (apenas) uma cópia.

Não cabe a mim discutir posicionamentos nesta "briga de cachorros velhos", trago apenas mais "provas" que apontam, no mínimo, para uma dúvida razoável quanto a validez esta discussão. Todos sabemos que a a criatividade da Microsft é bastante limitada e são famosas suas cópias inspirações - por exemplo, na Apple, seja no passado (como vimos) ou no presente (com os leves toques do Mac OS X no Vista, apontados por David Pogue). O último insight para o Windows foi claramente provindo do KDE4 - que, depois de doze anos de existência, já possui (ou possuía) uma identidade própria.

(Windows Seven)
 (Conectiva Linux com KDE4)
Como dizem: "Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão."

Referências: KDE, chama o jurídico: o Ballmer tá de olho…
Leituras adicionais: A vida imita a arte... e Um rosto bonito para seu Linux.

Daqui a pouco a Apple toma outro chute cataclísmico...

E mais uma barreira se quebra: o pessoal da iPhone Dev Team conseguiu rodar o Linux no iPhone. A única surpresa aí foi a demora...

Steve Jobs é genial, isso é inegável, mas também é cabeça-dura... bastante cabeça dura. Da mesma maneira que ele revolucionou a história da computação (e do mundo, na verdade) com o Macintosh, ele revolucionou a telefonia móvel com o iPhone. Mas, o que ele vai ganhar? Um Prêmio Nobel?
Não, ele vai ganhar outro chute cataclísmico.

Porque "outro"? Porque seu traseiro foi apresentado ao duro pé do mercado nos anos 80, quando a Microsoft desenvolveu uma cópia barata do Mac OS (e do que ele tinha de mais valioso: sua interface gráfica) e a fez compatível com qualquer computador pessoal - o trunfo da empresa já que o Mac OS só funcionava (ou melhor, funciona) no hardware da própria Apple. Essa "pequena" diferença popularizou de forma inacreditável o Windows e deixou para o Mac um marketshare insignificante - o que ocorre até hoje, por piores que as versões mais novas do sistema sejam.

O iPhone mudou o mundo - alguns podem discordar, como fizeram da utilidade de um computador pessoal em seus primórdios, mas isto é um fato. Ele foi o primeiro aparelho a possuir todas as funcionalidades que possui e é reconhecido por isso. O iPhone, hoje, é quase venerado - e não sem razão, afinal tanto seu hardware como seu software são impressionantes. Porém, o que é o iPhone? Nas palavras de Mauricio Moraes, da revista Info, o iPhone não passa de "um celular fechado com um sistema também restrito. E o que é o Android? Um sistema que pode ser usado em qualquer smartphone." A Microsoft hoje não é o perigo... é a Google.

A notícia que iniciou o post (ainda) não tem valor algum senão para embasar essas afirmações: o linux testado no iPhone (ainda) é praticamente inútil - sim, inútil mesmo; ele não possui vários drivers, som, wireless, touchscreen, acelerômetro e vários outros componentes...

Mas o ponto aqui não é a utilidade do sistema em si, mas o fato de que ele já está rodando no iPhone. Assim sendo, é apenas uma questão de tempo até que consigam instalar o Android no aparelho - e, com certeza, muitos desenvolvedores linux, ao redor de todo o mundo, já estão trabalhando nisso; umas das vantagens de se contar com uma comunidade livre.
Convenhamos que aparelhos bem interessantes já estão chegando no mercado. O Nokia N97 é um exemplo disso: o aparelhinho roda Symbian, conta com 32GB de memória interna, câmera fotográfica de 5mp (com lente Carl Zeiss) e, entre outras várias características, também suporta flash e a funcionalidade "copy and paste" - além de ter um teclado físico, o que, para redatores e aqueles que usam o aparelho para trabalho, conta como ponto extremamente positivo.
E o Android também está ganhando mercado: a HTC, fabricante do G1 (primeiro celular, bem experimental, com o sistema da Google) prevê a venda de 1 milhão de unidades ainda neste ano.

Vários aparelhos e um sistema operacional compatível com todos eles.
Me parece um fórmula bem conhecida...

Referências: O Android vai destruir o iPhone, See Linux Running on the iPhone e Esse sim, é um iphone killer.

Digam "Oi" ao Songbird 1.0!

Depois de 3 anos, o Songbird chega a sua versão 1.0!

Bem, para quem nunca ouviu falar, o Songbird é um reprodutor de músicas gratuito (e open-source). Seu diferencial de tantos outros programas da mesma categoria é sua base no navegador Web Mozilla Firefox, permitindo que ele funcione não apenas como player, mas como navegador e downloader - tudo com uma interface bem simples e intuiva (que, desde o beta 0.7, lembra a do iTunes).
Usuário do Songbird desde sua versão 0.4, meu destaque vai para o fato do player, assim como o Firefox, ser totalmente personalizável: o usuário tem a total liberdade de alterar o visual e as funcionalidades do programa a partir da instalação de add-ons (complementos) - e, com o installer integrado do programa, fazer isso é moleza.
Com esses complementos, além de deixar o programa com uma aparência diferenciada é possível adicionar funções muito interessantes como integração com o Last.fm (assim as músicas executadas são registradas no seu perfil do Last.fm e as capas dos CDs são exibidas na janela do player) ou o mashTape (que faz uma varredura na internet por fotos, vídeos, biografias e notícias relacionadas à música escutada no momento) - entre outras várias funcionalidades.

O Songbird é leve, gratuito, multiplataforma (ou seja, tem versões para Linux, Mac e Windows) e funciona. Saiba mais e faça seu download na página oficial do Songbird.

Referências: Songbird 1.0 is Here! e Songbird chega, finalmente, à versão 1.0.

Dê um look Aqua ao seu Windows

Você gostaria de ter um Mac (mas não tem)? Você é um mactard? Você simplesmente acha a interface do Mac OX Tiger bonitinha? Seus problemas acabaram!

Para todos os pretensos Mac Users, Fernando Valente, do AppleMania.info, postou um pequeno guia de como customizar a interface do seu Windows XP de forma que ele fique igualzinho ao Mac OS X Tiger - é claro que ele continua sendo o Windows, então não ache que fazendo isso ele ficará estável, leve ou... bom.

 
Gostou? Veja como fazer!

Para quem achar que seu Windows realmente fica melhor com esses temas, boa sorte; para quem for paga-pau da Apple, boa sorte. Mas, como disse Fernando, lembre-se: "nada de Mac OS X pra você. ;-)"

Referências: Saiba como dar uma cara de Mac OS X a seu sistema Windows
Leituras adicionais: Fantasie seu Firefox de Safari!

O título já é bastante auto-explicativo.

Do dia 11 ao 13 de novembro aconteceu na Universidade Federal da Bahia o Seminário Interativo Ensino, Pesquisa e Extensão. Evento foi uma inciativa da Pró-Reitoria de Extensão da UFBa e seu principal objetivo é difundir os trabalhos acadêmicos da UFBA e de outras instituições de ensino. O evento contou com atividades sócio-culturais, realização de oficinas temáticas e apresentação de pôsters.

Entrando na nossa área de interesse, houveram muitos trabalhos muito legais como os pôsters "A Interatividade no Jornalismo Online: Alguns Apontamentos Conceituais", de Samuel Barros e Verena Paranhos e "Análise da Cobertura Jornalística da Epidemia de Dengue pelo Webjornal Folha Online", de Marcel Ayres.

Eu tive dois pôsters expostos no Seminário Interativo, ambos derivados dos ensaios A Era do Mobile Marketing e A síndrome do déficit de atenção e as interfaces gráficas publicados anteriormente neste blog
Infelizmente, eu fiquei doente no período de exposição e não pude dar explanações nem trocar idéias com os espectadores e os outros participantes, mas, ainda assim, foi um boa experiência; e mais que isso: uma oportunidade não apenas para mim, mas para os próprios temas de serem expostos e postos á reflexão. Ambos os trabalhos seguem abaixo.

(clique nas imagens para ampliá-las)
Espero aumentar a coleção no próximo seminário...

Referências: Seminário Interativo UFBa - Jornalismo Online, Revista Veja, Mobile Marketing, Interfaces Gráficas e Moda Afro-Baiana.

E foi lançado o Alien Arena!

Mais jogos para Mac OS e Linux!

O Alien Arena é um jogo de ação em primeira pessoa - mais um para a categoria já marcada com clássicos como Wolfstein 3D. Aparentemente ele não traz nada de muito inovador, como o Warsow, mas seu "estilão Unreal Tournament", como disse o Pedro da Persocon Design, parece bem legal.

O jogo está disponível para Linux, Mac OS X e Windows. Para fazer o download ou obter mais informações, dê um pulinho na página oficial do projeto.

Referências: Atenção Gamers de plantão, Alien Arena 7.10 foi lançado. e Alien Arena - a fast, fun and free FPS! (página oficial).
Leituras adicionais: E um mês depois..., Battle of Wesnoth 1.4: multi-player licenciado pela GPL, War§ow: atirando em primeira pessoa no Linux, Penny Arcade Adventures: On the Rain-Slick Precipice of Darkness e Tibia agora para Linux....

Get a Mac: Bean Counter e V World

Não adianta, simplesmente não adianta...

A Microsoft precisa entender que medidas desesperadas - e até ridículas - não vão melhorar o Windows Vista ou sua aceitação pelo mercado. Não adianta investir um montante considerável de capital em publicidade se há um problema tão grave com o produto que é preciso esconder seu nome para que os consumidores não o rejeitem.
É perfeitamente compreensível que uma empresa desembolse trezentos milhões de dólares numa campanha publicitária - porque não? besteira... - mas ser ingênua ao ponto de esperar que esta campanha (cujo objetivo principal é alterar a imagem que a empresa possui no mercado) venda, por conseqüência, o Vista é pura ilusão.


Obviamente, a Apple não deixa acontecimentos como estes passarem despercebidos.
Aumentando a "tradicional" campanha "Get a Mac", foram lançadas duas novas peças publicitárias para televisão - veiculadas, nos Estados Unidos, a partir deste fim de semana - criticando, com a mesma criatividade e sarcasmo de sempre, as políticas de marketing adotadas pela Microsoft para seu sistema operacional - mencionando não só o investimento milionário em publicidade, mas também o Projeto Mojave.
Mesma campanha, mesma fórmula e, mais uma vez, peças muito interessantes.
(Como sempre, todas as peças da campanha podem ser vistas na sua página oficial - inclusive com tamanhos e qualidades diferenciados)


(Bean Counter - tradução: Contador de Feijões)
(V World - tradução: Mundo V)
Pergunta-se porque Ballmer não reverte o capital gasto com publicidade em melhorias no seu software, mas eu creio que essa foi um grande mancada da Apple. Porque? Confiram o vídeo abaixo:
 
Sabemos muito bem que um "reparo" para a tamanha defasagem do sistema - ou "que é o sistema" - exigiria muito mais do que míseros trezentos milhões de dólares...

Referências: Campanha Get a Mac (página oficial), Apple devasta Microsoft e Windows Vista em novos comerciais Get a Mac, E o “Mojave Experiment”, da Microsoft, está no ar! e Mac de 1987 vs. PC de 2007: fight!.

Design de Interfaces: Ubuntu para Inspiron Mini 9 e Susan Kare

Ubuntu Netbook Remix? Não, não. Obrigado

Não é segredo que a utilização de um sistema operacional em um suporte diminuto requer modificações básicas para que seja, no mínimo, possível – nem vou me arriscar a dizer “confortável”. O nosso tão conhecido EeePC, por exemplo, soube reconhecer isso logo em seu lançamento, já vindo com uma distribuição do Linux Xandros dotado de uma interface própria, completamente otimizada para a telinha – é óbvio que apertar todos os elementos de uma GUI “tradicional” numa tela de 9 polegadas, como alguns sistemas operacionais fazem, é uma pseudo-solução que sacrifica o mais essencial num SO: sua "usabilidade".


A Cannonical já mostrou que não é estúpida e fez uma versão da distribuição linux hoje mais utilizada no mundo, o Ubuntu, para essas mini-máquinas (que estão invadindo cada vez mais o mercado), mas, aparentemente, ela não fez muito sucesso – apesar de tê-la achado bem interessante, pelo menos esteticamente. Retificando: se nem um dos seus principais parceiros a adotou, realmente, ela não deve ter feito muito sucesso. A Dell não adotou o sistema no Dell Inspiron Mini 9, ao invés disso ela preferiu otimizar a versão “normal” do sistema – na qual, por sinal, a interface do Netbook Remix pode ser instalada separadamente – e desenvolver uma interface personalizada. Em entrevista, Doug Anso, Office CTO e Linux Technology Strategist da empresa, mostra um pouco as funcionalidades desta nova interface – que não só renega completamente o conceito da GUI do Ubuntu Netbook Remix, mas nem a coloca como opção para o usuário, como foi colocada a interface padrão.

Aproveitando a deixa, é válido ainda demonstrar um pouco da importância dos designers de interfaces citando Susan Kare como exemplo. Se você acha que um designer dedicado a dessa área trabalha ( ou ganha) pouco você está errado. Kare fez os ícones do Mac OS Clássico e participou da cópia construção gráfica do Microsft Windows 3, ela foi uma figura de vital importância não só para o processo de construção da linguagem das interfaces gráficas, mas para a história da computação. Colocando a parte sua importância simbólica e falando em termos mais mercadológicos, Kare ainda trabalhou para empresas como Electronic Arts, Facebook, Getty Images, IBM, Intel, Motorola, Nokia, Oracle, Palm, Sony Pictures, Xerox...
É um profissão humilde...

Referências: Netbooks pre-loaded with Ubuntu, Ubuntu Netbook Remix: agora é oficial!, Ubuntu²: o novo alpha e a massificação do sistema, Uma rápida olhada na interface customizada feita pela Dell para o Ubuntu, A síndrome do déficit de atenção e as interfaces gráficas, Susan Kare (página oficial), Susan Kare e Você sabe quem é Susan Kare?

A síndrome do déficit de atenção e as interfaces gráficas

A linha de computadores Macintosh, da então Apple Computer Inc., marcou a década de 80 com a introdução de um ambiente computacional predominantemente intuitivo e amigável aos leigos. O Mac OS, sistema operacional dessas máquinas, possuía a primeira interface gráfica, ou GUI (do inglês, Graphical User Interface), da história; uma interface na qual as complexas linhas de comando (escritas) foram substituídas por representações gráficas e iconográficas que, quando acionadas, realizavam as mesmas ações que estes comandos. Este foi, indubitavelmente, um rompimento na dita era da informação; o período “pós-janelas”, na nomenclatura de Steven Johnson, modificou não só a dinâmica da própria ciência da informação, mas alterou (ou expandiu, se preferir) as possibilidades de interação desta com todas as outras áreas do conhecimento.

As interfaces gráficas, logo adotadas pela maioria dos sistemas operacionais presentes no mercado, se baseiam na tradução de conceitos abstratos em linguagem visual e inteligível – na capacidade de comunicar idéias através de construções imagéticas, formas geométricas, cores, tipografias, diagramação. Era assim na época e é assim hoje; as interfaces gráficas que conhecemos hoje ainda são as mesmas que surgiram nos anos 80, só que, é claro, com melhorias estéticas que só o tempo pôde prover. Foi com as interfaces gráficas que o escopo da comunicação (visual) tocou (e estabeleceu uma eterna parceria com) a informática – e, por mais que muitas empresas de tecnologia de informação (TI) não reconheçam isso, este ponto de intersecção constitui um grande diferencial do produto computacional.

Na versão X do Mac OS, a Apple mostrou que reconhece muito bem a importância da comunicação como componente fundamental de um sistema operacional. O sucessor da versão 9 teve sua GUI completamente re-elaborada com foco na produtividade – um fator muito polêmico, desde o surgimento das interfaces gráficas, muitas vezes ofuscado pelo caráter deslumbrante (e redundante) do ambiente visual. Há aqueles, como Sven Birkets, que defendem que as janelas são mais uma manifestação da síndrome do déficit de atenção (SDA) do que um avanço na execução paralela de tarefas; há correntes conservadoras da informática que consideram o ambiente visual como pura firula. Não compartilho do tamanho radicalismo dessa perspectiva, mas admito que há certa razão nessas colocações.

O primo objetivo de uma GUI não seria simplificar e otimizar as experiências do usuário com o ambiente computacional? Muitos sistemas e aplicativos possuem interfaces não se caracterizam como ambientes voltados para a idéia de produtividade: têm uma infinidade de menus, submenus, painéis configuráveis, botões ocultos, barras de rolagem... Na humilde visão deste servo, uma GUI deve simplificar ao máximo os processos comunicacionais da percepção visual. Ela não deve comportar elementos que não estejam concatenados com a idéia da produtividade; tudo deve confluir de forma harmoniosa em direção desta – que é o objetivo primário do software.

É exatamente essa visão roots que a Aqua, interface gráfica do Mac OS X, se propõe a recuperar em seus elementos: o que precisa ser comunicado (ou indicado) ao usuário?

A identificação e o estudo da essência de cada componente da GUI foi o diferencial do Aqua em relação às dos outros sistemas operacionais, como o Windows ME, lançado na mesma época. A partir dessa síntese semântica (a identificação do que precisa ser comunicado) ocorreu então a reconfiguração – ou tradução – posterior desses componentes em representações gráficas e iconográficas mais óbvias, precisas e intuitivas (a identificação de como comunicar). Emergiu-se então do universo técnico-computacional para um sistema maior: o sistema simbólico. O ser humano, e todo o fruto de sua técnica, está inserido num contexto ativo e, principalmente, coletivo: não se pode simplesmente ignorar o plano sígnico, maior que o físico, que orienta todas as suas experiências e formas de percepção. Desta maneira, foram identificados elementos culturais (comuns à humanidade, ou à maior parte dela) que não só representavam o que precisava ser indicado, mas que já o fizessem em seus níveis mais primários de interpretação – elementos que já contivessem toda a carga semântica social desejada de forma intrínseca. Um bom exemplo da nova configuração desses elementos foram os botões “fechar”, “minimizar” e “restaurar”, presentes nas barras de título das janelas. Diferente das versões anteriores do sistema, eles foram remanejados para o lado esquerdo da tela – segundo estudos de psicologia e design, lugar no qual a percepção visual é iniciada –, ganharam formas arredondadas e foram coloridos, respectivamente, em vermelho, amarelo e verde. A simples analogia entre o processo de execução de um aplicativo e o sistema de trânsito, já consolidado no imaginário humano, torna a manipulação da interface muito mais intuitiva, por mais que este manipulador seja leigo em termos de computação.

”The only problem with Microsoft is they (...) don't bring much culture into their product”, disse Steve Jobs, presidente da Apple Inc., em 1996. Mas é bom atentar que esta não é uma característica exclusiva da Microsoft. Este pequeno artigo é apenas uma provocação quanto ao processo de padronização que as interfaces gráficas vêm sofrendo. Convencionou-se, por exemplo, que X significa saída, ou parada, quando já existiam muitos outros elementos sinônimos à idéia. As analogias, metáforas e, principalmente, as transposições são recorrentes quando se trata de novos meios de interação, mas não afirmo aqui que todos os elementos de uma GUI devem remeter apenas a signos culturais – acreditem: essa, definitivamente, não é minha intenção.

O que proponho é um pouco de reflexão sobre a linguagem das interfaces gráficas. Por mais artística que ela seja, é uma linguagem única, própria aos meios digitais, subserviente à suas utilidades específicas e, mais que tudo, uma linguagem nova – vinte e três anos, para uma área do conhecimento, é praticamente nada. Inúmeros designers hoje dedicam seus esforços unicamente ao desenvolvimento e à consolidação dessa linguagem, Mark Hamburg é um dos maiores exemplos do fato. O dito “guru da Adobe”, que trabalha na empresa desde a versão 2.0 do Photoshop, ou seja, desde 1990, rompeu com o padrão tradicional de interface de aplicativos de manipulação gráfica (principalmente dos produtos da própria empresa) com uma interface sem muitos menus e submenus infindáveis colocando tudo que o usuário precisa na tela – a fim de potencializar sua produtividade simplificando o fluxo de trabalho. Recentemente Hamburg foi contratado pela Microsoft para trazer novos conceitos à interface do Windows. Pena que não contrataram alguém para reprogramá-lo a partir de uma tela vazia também.

E um mês depois...

...o Altcore volta à ativa!

Bem, depois de exatamente um mês de "férias" - conturbadas e não programadas mas, ainda assim, férias - venho tirar as teias de aranha do blog trazendo uma pequena relação de jogos para Mac, feita pelo pessoal da AppleMania, que eu achei na pequena busca por jogos em plataformas Linux e Mac que eu havia começado a fazer. Dentre os jogos listados, três me chamaram bastante a atenção, são eles:

  • Assault Cube: É um jogo de ação em primeira pessoa, bem no estilo Counter Strike, com ótimos gráficos (mapas e armas extremamente verossímeis e interativos). Tem opção de multiplayer on-line e single, contra o computador. O jogo é OpenSource, não só compatível apenas com Mac OS X mas também com Windows e Linux - e pode ser adquirido em sua página oficial de graça;
  • Sauerbraten /Cube 2: Mais um jogo de ação em primeira pessoa. O jogo é realmente bem feito, bem acabado; seus gráficos contam com um bom nível de detalhamento nos cenários, obtidos graças ao OpenGL, e uma um grande leque de opções de mapas originais além de ter um editor de mapas que dá ao jogador a possibilidade de modificar os elementos gráficos do jogo e desenvolver novos cenários. O jogo pode ser adquirido sem nenhum custo, sendo compatível com Mac OS X, Linux e Windows;
  • FlightGear: Um simulador de vôo que permite que o jogador tenha controle completo de uma aeronave a sua escolha através de um completo e bastante realista painel de controle. O jogo conta com paisagens bem interessantes como o Grand Canion, San Diego, Seattle, entre outra, todas em terceira dimensão. O jogo é OpenSource, podendo ser adquirido gratuitamente em sua página oficial, e compatível com uma gama de sistemas operacionais - mas especificamente com o Mac OS X, Linux, FreeBSD, Solaris, Windows e SGI.
A relação é bem maior e conta com alguns jogos bastante interessantes, assim como conta com outros bem toscos também - ainda mais toscos do que Tibia ou Battle of Wesnoth. Mas, ainda assim, é uma boa forma de mostrar às pessoas que migram para plataformas Mac ou Linux que existem alternativas à emulação do Windows para se divertir - mesmo que sejam reduzidas, não vamos mentir, não é mesmo?

Referências: Conheça alguns dos muitos jogos para Mac.
Leituras adicionais: Penny Arcade Adventures: On the Rain-Slick Precipice of Darkness, Battle of Wesnoth 1.4: multi-player licenciado pela GPL, War§ow: atirando em primeira pessoa no Linux, Tibia agora para Linux... e Jogando no Linux: PlayOnLinux.

Fantasie seu Firefox de Safari!

Fale a verdade: você queria ter Mac, mas o mais perto que você de um foi mudando o tema do seu sistema atual, não foi?

Especialmente para aqueles pretensos Mac Users - e para os verdadeiros também - o takebacktheweb.org disponibilizou alguns temas compatíveis com o (novíssimo) Firefox 3 que reproduzem, quase perfeitamente, a interface gráfica do Safari.

Os temas basicamente são apenas dois: o GrApple Delicious e GrApple Yummy, cuja principal distinção é pelas abas; mas as duas variações de cor possíveis para cada um deles os faz não só dois mas sim quatro no total.
Para quem achar que o Firefox realmente fica melhor com esses temas, bom download; para quem quiser que o Firefox combine com o resto dos aplicativos do seu Mac, bom download; para quem for paga-pau da Apple, bom download.

Referências: Deixe o Firefox 3.0 com cara de Safari.